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Membros da FNLA convocam congresso à revelia do presidente

  • Manuel José

Lucas Ngonda, presidente da FNLA

Lucas Ngonda promete congresso extraordinário para 2018 e ordinário para 2019

Alguns membros do Comité Central da FNLA decidiram, em função do que dizem ser o silêncio do actual presidente do partido Lucas Ngonda convocar um congresso extraordinário para arrumar a casa e eleger um novo líder nos dias 28, 29 e 30 deste mês.

Nova crise abala FNLA - 2:45
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Um grupo de membros do Comité Central socorre-se dos estatutos, pelo facto de Ngonda, depois das eleições, não ter convocado o órgão para justificar o que chama de descalabro resultado eleitoral, em que o partido conseguiu apenas um deputado.

Lugas Ngonda já respondeu e disse que vai convocar um congresso extraordinário em 2018 e outro ordinário para 2019.

Os estatutos da FNLA impõem que depois de qualquer eleição o presidente do partido convoque o órgão superior, o Comité Central (CC), para analisar os êxitos ou fracassos, mas passados quase quatro meses do pleito eleitoral o presidente Lucas Ngonda não o fez.

Os membros do CC escreveram ao presidente do partido a exigir o cumprimento dos estatutos e, segundo eles, Ngonda manteve-se em silêncio.

Em consequência, 223 membros dos 411 que integram o órgão, representando 54 por cento do mesmo, decidiram seguir o documento reitor do partido e convocar um congresso extraordinário para os dias 28, 29 e 30 de Dezembro.

“O congresso extraordinário é irreversível”, garante Ndonda Nzinga, porta-voz do grupo de membros do CC que diz ter tentado junto do Tribunal Constitucional uma solução porque estava em causa a extinção da FNLA.

“Com uma solução extra judicial, o TC, inclusive, apadrinhou esse dossier, mas Lucas Ngonda ignorou", lembra Nzinga, para quem “estamos diante de um Mugabe da FNLA, um ditador do século 21”.

O congresso, ainda segundo mesma fonte, quer conhecer as contas do partido porque “o presidente faz e desfaz com o dinheiro relativo aos comissários da FNLA, que ele açambarca”.

Ndonga reage

Em reacção a esta iniciativa, o secretário-geral Pedro Mukumbi Dala disse em conferência de imprensa que Lucas Ngonda vai convocar um congresso extraordinário do partido para 2018 e um ordinário para 2019.

Dala acusa os membros de não terem legitimidade para convocar o congresso porque “estão suspensos”.

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