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Maduro rejeita novas eleições, mas diz que está pronto para o diálogo


Presidente da Venezuela Nicolás Maduro. Caracas, 25 janeiro, 2019

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou um ultimato da União Europeia para convocar eleições dentro de oito dias e disse que o líder da oposição, Juan Guaidó, violou a Constituição do país ao declarar-se presidente.

Em entrevista à CNN da Turquia neste domingo, 27 de janeiro, Maduro disse estar aberto ao diálogo e que um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, é improvável, mas não impossível.

Washington, que reconheceu Guaidó como líder, pediu que o mundo “escolha um lado” na Venezuela e se desconecte financeiramente do governo de Maduro.

Com Maduro, a Venezuela mergulhou numa crise económica, social e política, com escassez de alimentos, uma inflação que deve subir para 10 milhões por cento este ano, que levou a uma emigração em massa.

Reino Unido, Alemanha, França e Espanha disseram que reconhecerão Guaidó se Maduro não convocar novas eleições dentro de oito dias, um ultimato que a Rússia considera “absurdo” e que o chanceler venezuelano chamou de “infantil”.

Washington, Canadá, assim como a maioria dos países latino-americanos, incluindo o Brasil, e muitos países europeus classificaram as eleições do segundo mandato de Maduro, em maio passado, como fraudulentas.

Maduro mantém a lealdade das Forças Armadas, embora o principal adido militar da Venezuela aos Estados Unidos tenha desertado para o lado de Guaidó no sábado.

Guaidó declarou-se Presidente da Venezuela a 23 de janeiro.

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