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Lunda Norte deixou de registar entrada de refugiados

  • Redacção VOA

Refugiados da Rep. Democrática do Congo no centro de Mussungue no Dundo, província da Lunda Norte

Analista considera regresso voluntário pouco provável devido a traumas de que os refugiados são vítimas

Província da Lunda-Norte deixa de receber refugiados congoleses e as autoridades já falam em planos para o regresso voluntário, bem como a reabertura do mercado transfronteiriço.

O governador da Lunda-Norte, Ernesto Muangala, anunciou que a província deixou de registar a entrada de refugiados da República Democrática do Congo no país, há dois meses.

Em declarações à imprensa, Muangala assegurou que a ausência de cidadãos estrangeiros que procuram segurança em outros países, como Angola, deve-se ao facto de se registar neste momento a paz e estabilidade nas regiões de Kassai e Kassai Central (RDC).

O analista Francisco Tunga Alberto considera, entretanto, que um regresso voluntário de refugiados a curto prazo é um cenário quase impossível devido aos traumas psicológicos que cada cidadão trouxe para Angola.

Tunga Aberto disse ser mais provável que os refugiados se fixem definitivamente em Angola do que regressar ao seu país, porque estar em Angola constitui uma oportunidade para viver longe do estado de guerra permanente na RDC.

O governador da Lunda Norte adiantou que está prevista, para os próximos dias, uma deslocação à RDC, para, entre outros, abordar com as autoridades das províncias de Kassai e Kassai Central, aspectos relacionados com o registo eleitoral, o regresso voluntário dos congoleses, tendo em vista o pleito, que ainda aguarda a sua convocação e ainda a reabertura do mercado transfronteiriço, interdito há mais de dois meses.

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