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Isabel dos Santos promete continuar a trabalhar


A empresária reage ao arresto dos seus bens em Angola

A empresária angolana Isabel dos Santos prometeu continuar a trabalhar por aquilo que acredita para o seu país, ao reagir ao despacho do Tribunal Provincial de Luanda que arrestou, de forma preventiva, bens e contas em Angola.

"Vamos continuar, todos os dias, em todos os negócios, a dar o nosso melhor e a lutar por aquilo que eu acredito para Angola", escreveu no twitter nesta segunda-feira, 30, a filha do antigo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que, começou por dizer que “gostaria de deixar,uma mensagem de tranquilidade e confiança às minhas equipas”.

"O caminho é longo, a verdade há-de imperar", escreveu Isabel dos Santos.

Além da empresária, foram alvo da medida o marido Sindika Dokolo e o presidente do Banco Fomento de Angola, Mário da Silva, além de nove empresas nas quais detêm participações sociais.

Arresto

No comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR), que anunciou a decisão do tribunal, o órgão diz que Santos, Dokolo e Silva celebraram negócios com o Estado angolano através das empresas Sodiam, empresa pública de venda de diamantes, e com a Sonangol, petrolífera estatal, que causaram ao Estado um prejuízo de mil milhões de euros.

Na nota, a PGR sublinha que para garantir o normal funcionamento das empresas, cujas participações sociais foram arrestadas a seu pedido, o tribunal indicou como fiel depositário os próprios conselhos de administração e o Banco Nacional de Angola.

A decisão está contida num longo despacho, que diz que Isabel dos Santos, o seu marido e Mário Leite da Silva “reconhecem a existência das dívidas, porém alegam não ter condições para pagar”.

Como a VOA revelou anteriormente, o diário britânico The Guardian e o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação preparam para muito breve a publicação de uma série de artigos sobre a corrupção da família do antigo Presidente angolano José Eduardo dos Santos.

Ontem, 29, Isabel dos Santos referiu-se à investigação do The Guardian e apontou as baterias contra o Presidente João Lourenço e o jornalista e activista, Rafael Marques.

“Alguém tem dúvidas que isso do “Guardian” foi encomendado? Quando: “Rafael Marques foi condecorado pelo Presidente angolano, João Lourenço. Marques recebeu medalha de mérito”? , questionou a empresária, antes de acrescentar: “De perseguido pelo regime angolano, Rafael Marques passou a condecorado por João Lourenço”.

Refira-se que A PGR sublinha que para garantir o normal funcionamento das empresas, cujas participações sociais foram arrestadas a seu pedido, o tribunal indicou como fiel depositário os próprios conselhos de administração e o Banco Nacional de Angola.

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