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Governador de Benguela diz que não recebe luvas para facilitar empresários

  • João Marcos

Isaac dos Anjos e Rui Falcão na passagem de testemunho em Benguela a 15 de Junho 2017

Rui Falcão considera que o empresariado é muito pobre para lhes dar seja o que for.

No primeiro frente-a-frente com empresários, o governador de Benguela, Rui Falcão, achou pertinente esclarecer que não recebe luvas para viabilizar projectos e alertou para a necessidade do que chamou de ‘’jogo limpo’’.

Após ter ouvido inquietações do sector privado, na terça-feira, 27, mostrou-se adverso à figura do "governante/empresário", muito criticada por analistas que defendem o combate à corrupção.

Há menos de um mês em Benguela, Rui Luís Falcão Pinto de Andrade vai tomando contacto com a realidade da província, embora adiante que terá de corrigir erros na relação Governo/empresários.

Certezas são ainda poucas, mas uma delas, conforme assegurou, é a de que não faz negócios consigo próprio.

"Primeiro, porque não sou empresário, tenho esta vantagem. Segundo, entendo que o nosso empresariado é muito pobre para me dar seja o que for. Não recebo nada, nunca recebi. Portanto, façam a vossa parte, que nós, Governo, fazemos a nossa’’, ressalta o governador, admitindo que ‘’temos de arrumar a casa’’.

Décimo segundo governador de Benguela após a independência nacional, Rui Falcão apontou a união como caminho a resolução de para velhos problemas, como são os casos da falta de energia e água, de incentivos da banca e escoamento de produtos.

"Temos de ser um só corpo, enquanto formos essas células que existem por aí, Benguela vai continuar estagnada, vai encontrar, no nacional, os entraves que tem encontrado’’, alerta.

O discurso foi recebido com agrado pelas várias associações presentes na Administração Municipal de Benguela.

"Temos de estar todos juntos, com ‘jogo limpo’, para que, de mãos dadas, façamos Benguela acontecer. Sou daqueles que pensam ser fundamental que o jogo de futebol não se faça com as mãos, essa continuará a ser a minha postura’’, refere Adérito Areias, um dos empresários que deverão marcar presença no próximo debate, à porta fechada, para análise de questões concretas.

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