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Georges Chikoti diz que Angola não quer receber lições de ninguém nas eleições


Georges Chicoti

Governo angolano recusa assinar memorando com a União Europeia porque "as eleições são um processo aberto"

O Governo angolano não vai assinar nenhum memorando com as organizações e entidades convidadas para observar as eleições de 23 de Agosto, "por não ser necessário", disse o ministro das Relações Exteriores citado neste domingo, 16, pelo Jornal de Angola.

George Chikoti afirmou que nenhuma organização internacional "forçou a observação das eleições", segundo o jornal público, adiantando que apenas a União Europeia (UE) sugeriu a assinatura de um memorando de entendimento, que previa a circulação e visita dos observadores em todo o território nacional e segurança.

"Mas isso não leva a que tenhamos de assinar um memorando de entendimento com qualquer um dos observadores", sublinhou Chikoti, garantindo que, tal como todos os demais convidados, a UE observará as eleições, que são um processo aberto e livre.

"A única instituição com quem temos um tratado sobre a realização de eleições é a SADC, por ser a região a que pertencemos e também a União Africana", acrescentou o chefe da diplomacia angolana

Georges Chikoti foi peremptório: “O convite é aberto. Mas não queremos quaisquer acordos específicos com cada uma destas organizações. Quem quiser vir, vem e quem não quiser, pode não vir, mas o certo é que o convite é aberto”.

O governante concluiu não esperar "que alguém nos vá impor a sua maneira de olhar para as eleições e nos dar alguma lição, como também não pretendemos dar lições em termos de eleições”.

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