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“Eu aqui sacrifico quase tudo” diz estudante angolano no estrangeiro

  • Danielle Stescki

Carlos Nunes a trabalhar num projecto de design gráfico

Estudar em outro país é o sonho de muitas pessoas. Para os angolanos isto ainda é possível, mas a consequência é um sacrifício financeiro, tanto do aluno como da família dele.

O motivo é que Angola entrou numa crise económica e financeira em 2015 e até agora não conseguiu sair dela. Com isso o dólar subiu e o valor do kwanza caiu, o que complicou bastante a vida dos estudantes no estrangeiro.

Para Carlos Sebastião João Nunes, de 23 anos, que está a estudar Gestão e Administração de Empresas no Richfield Graduate Institute of Technology na Cidade do Cabo, a maior dificuldade que os estudantes enfrentam é a transferência de dinheiro.

Nunes é natural do Sambizanga e está na África do Sul há mais de dois anos. Ele conta que a família dele sacrifica-se bastante para poder juntar o dinheiro. Depois que os dólares são comprados é preciso que pessoas conhecidas que vão de Angola à África do Sul tragam o dinheiro.

“Eu aqui sacrifico quase tudo”, conta Nunes. Só gasta dinheiro com alimentação e estudo. A rotina dele é ir do instituto de tecnologia para casa e da casa para o instituto.

Nunes acredita que o importante é investir na educação a fim de ajudar a família no futuro.

Carlos Nunes trabalhando como operador de câmera
Carlos Nunes trabalhando como operador de câmera

Nas horas vagas, trabalha como produtor, operador de câmera e designer gráfico. Ele diz que não ganha muito e que não cobra por trabalhos para os amigos porque faz com amor.

Confira a entrevista de Carlos Sebastião João Nunes para saber mais.


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