Links de Acesso

Será que mudança de presidente vai significar mudança em Angola?

  • Danielle Stescki

Nelson Mucazo Euclides, activista e defensor dos direitos humanos

O 26 de Setembro de 2017 entrou para a história de Angola. Foi nessa data que João Lourenço, antigo ministro da Defesa e general da reserva, 63 anos, foi investido e tornou-se o terceiro Chefe de Estado desde a independência do país em Novembro de 1975.

Para milhares de angolanos, como o activista e defensor dos direitos humanos Nelson Mucazo Euclides, de 29 anos, o importante é a mudança de líderes.

“Quanto às minhas expectativas, do MPLA eu não espero nada. Eu tenho que ver. Esse novo presidente terá que trabalhar para eu ver o que ele vai fazer.”

Embora tenha ocorrido a mudança de presidente, Euclides afirma que os angolanos estão muito insatisfeitos, já que há muitas dúvidas sobre o resultado da eleição, além da incerteza de como vai ser o Governo de João Lourenço, uma vez que José Eduardo dos Santos permanecerá até 2018 como presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

Ainda está muito recente na memória dos angolanos o que a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) fez no fim da tarde do dia 24 de Setembro, quando divulgou os resultados eleitorais preliminares que deram vitória ao MPLA com uma maioria de 64.57% dos votos. No entanto, as províncias não tinham feito ainda o apuramento dos resultados a nível local e no Centro Nacional de Escrutínio.

A desconfiança com relação ao novo líder é grande. Euclides acredita que nada deve mudar com João Lourenço, e se mudar, pode ser para pior.

Dia do Herói Nacional

O activista e defensor dos direitos humanos também destacou durante a entrevista o 17 de Setembro, considerado o dia do Herói Nacional, uma homenagem que se faz a António Agostinho Neto, primeiro presidente de Angola.

À esquerda, António Agostinho Neto, Jonas Savimbi e Holden Roberto
À esquerda, António Agostinho Neto, Jonas Savimbi e Holden Roberto

Euclides, a exemplo de muitos angolanos, gostaria que outros heróis importantes para a independência, como Jonas Savimbi e Holden Roberto, também tivessem o seu papel reconhecido, já que a independência foi conquistada por três movimentos: FNLA, MPLA e UNITA.

Ele preferiria que o povo recebesse a incumbência de escolher uma nova data para que outros heróis, tão importantes como o primeiro presidente de Angola, fossem homenageados.

“Uma vez que somos angolanos deveríamos ser todos unidos.”

Confira a entrevista.

Fórum Facebook

XS
SM
MD
LG