Estudantes africanos narram dificuldades na Venezuela
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A crise no país afecta também estudantes estrangeiros, nomeadamente de alguns países de língua portuguesa que pediram aos seus governos para os retirar da Venezuela.
A situação explosiva na Venezuela continua e ontem dois estudantes foram mortos em confrontos entre as forças do Governo e opositores nos estados de Lara, Mérida e Táchira.
A crise no país afecta também estudantes estrangeiros, nomeadamente de alguns países de língua portuguesa que pediram aos seus governos para os retirar da Venezuela.
Além da violência devido aos confrontos entre forças do Governo e opositores, que já deixaram mais de 23 mortos e quase 300 feridos, alguns passam meses sem estudar, como diz o cabo-verdiano Domingos Reis, que está na cidade de Tarupano, no estado de Sucre.
“Como é uma universidade pública, quando há manifestações, um dia especial ou qualquer acontecimento, as aulas são suspensas e em três anos apenas completei o primeiro ano há dias”, conta Reis.
Frente a esta situação quatro dos nove estudantes cabo-verdianos na Venezuela pediram ao Governo da Praia para lhes conseguir outra alternativa.
Protestos na Venezuela
1/8Estudantes vão as ruas de Caracas para protestar contra o presidente venezuelano Nicolas Maduro, na sexta-feira, 14 de fevereiro, 2014. O protesto foi contra os assassinatos de dois estudantes universitários que foram baleados em incidentes diferentes após um protesto anti-governo que exigiu a libertação de manifestantes estudantis que haviam sido presos em várias partes do país.
Os protestos continuam no país. As primeiras manifestações começaram no dia 4 em San Cristóbal, oeste da Venezuela, em protesto contra a violência e a insegurança, após tentativa de violação de uma estudante da Universidade Los Andes, na noite anterior. Os protestos se espalharam para outras cidades, incorporando reclamações contra a inflação de 56%, o aumento da criminalidade e desabastecimento. Os manifestantres também exigiram que os estudantes detidos sejam libertados.
2/8Durante um comício para promover a paz na capital apoiantes do líder da oposição Leopoldo Lopez, agitam cartaz que diz: "Irmão, não atire. Você também é uma vítima deste governo", 20 de Fevereiro, 2014.
Os protestos continuam no país. As primeiras manifestações começaram no dia 4 em San Cristóbal, oeste da Venezuela, em protesto contra a violência e a insegurança, após tentativa de violação de uma estudante da Universidade Los Andes, na noite anterior. Os protestos se espalharam para outras cidades, incorporando reclamações contra a inflação de 56%, o aumento da criminalidade e desabastecimento. Os manifestantres também exigiram que os estudantes detidos sejam libertados.
3/8O líder da oposição, Leopoldo López, vestido de branco, é levado em custódia pela Guarda Nacional Bolivariana, em Caracas, Venezuela, terça-feira, 18 de Fevereiro, 2014.
Os protestos continuam no país. As primeiras manifestações começaram no dia 4 em San Cristóbal, oeste da Venezuela, em protesto contra a violência e a insegurança, após tentativa de violação de uma estudante da Universidade Los Andes, na noite anterior. Os protestos se espalharam para outras cidades, incorporando reclamações contra a inflação de 56%, o aumento da criminalidade e desabastecimento. Os manifestantres também exigiram que os estudantes detidos sejam libertados.
4/8Mulheres abraçam-se na frente da Guarda Nacional Bolivariana, em Caracas, Venezuela, quarta-feira, Fevereiro 19, 2014.
Os protestos continuam no país. As primeiras manifestações começaram no dia 4 em San Cristóbal, oeste da Venezuela, em protesto contra a violência e a insegurança, após tentativa de violação de uma estudante da Universidade Los Andes, na noite anterior. Os protestos se espalharam para outras cidades, incorporando reclamações contra a inflação de 56%, o aumento da criminalidade e desabastecimento. Os manifestantres também exigiram que os estudantes detidos sejam libertados.
5/8Apoiadores do líder da oposição, Leopoldo Lopez, gritam durante um comício para promover a paz em Caracas, 20 de Fevereiro de 2014. As forças de segurança venezuelanas e manifestantes se enfrentaram nas ruas bloqueadas por barricadas em chamas em várias cidades provinciais na quinta-feira.
Os protestos continuam no país. As primeiras manifestações começaram no dia 4 em San Cristóbal, oeste da Venezuela, em protesto contra a violência e a insegurança, após tentativa de violação de uma estudante da Universidade Los Andes, na noite anterior. Os protestos se espalharam para outras cidades, incorporando reclamações contra a inflação de 56%, o aumento da criminalidade e desabastecimento. Os manifestantres também exigiram que os estudantes detidos sejam libertados.
6/8Miss Turismo Carabobo 2013, Génesis Carmona, de 22 anos, morreu na Venezuela, quarta-feira, um dia depois de ter submetida a uma operação após ter sido atingida por um disparo na cabeça durante protestos contra o presidente Nicolás Maduro na cidade de Valencia.
Os protestos continuam no país. As primeiras manifestações começaram no dia 4 em San Cristóbal, oeste da Venezuela, em protesto contra a violência e a insegurança, após tentativa de violação de uma estudante da Universidade Los Andes, na noite anterior. Os protestos se espalharam para outras cidades, incorporando reclamações contra a inflação de 56%, o aumento da criminalidade e desabastecimento. Os manifestantres também exigiram que os estudantes detidos sejam libertados.
7/8Apoiantes da oposição sobem em tanque durante um protesto contra o governo de Nicolas Maduro, em San Cristobal, cerca de 660 a sudoeste de Caracas, 19 Fevereiro de 2014.
Os protestos continuam no país. As primeiras manifestações começaram no dia 4 em San Cristóbal, oeste da Venezuela, em protesto contra a violência e a insegurança, após tentativa de violação de uma estudante da Universidade Los Andes, na noite anterior. Os protestos se espalharam para outras cidades, incorporando reclamações contra a inflação de 56%, o aumento da criminalidade e desabastecimento. Os manifestantres também exigiram que os estudantes detidos sejam libertados.
8/8Estudantes assistem a uma vigília para lamentar a morte de dois estudantes durante confrontos violentos em Caracas, Venezuela, na quinta-feira, 13 de fevereiro, 2014. Durante a vigília os estudantes exigiram justiça para, Bassil Da Costa e Robert Redman. O cartaz na esquerda diz: "Nós queremos a paz, sem assaltos, seqüestros. Queremos paz sem pobreza."
Os protestos continuam no país. As primeiras manifestações começaram no dia 4 em San Cristóbal, oeste da Venezuela, em protesto contra a violência e a insegurança, após tentativa de violação de uma estudante da Universidade Los Andes, na noite anterior. Os protestos se espalharam para outras cidades, incorporando reclamações contra a inflação de 56%, o aumento da criminalidade e desabastecimento. Os manifestantres também exigiram que os estudantes detidos sejam libertados.
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A angolana Silvia de Castro, natural de Luanda, diz que “a situação não é nada fácil, aqui no condomínio há confrontos além de que na rua de frente há barricadas diariamente”.
Ao contrário dos estudantes de outras carreiras, os alunos da Faculdade Latino-americana de Medicina, cuja maioria dos professores é de Cuba, têm aulas regularmente e dentro do programa, mas, diz Silvia de Castro, “o problema é como chegar à Universidade”.
A estudante angolana diz que por agora pretende continuar na Venezuela apesar da violência e do aumento do custo de vida que dificultam muito a vida no país. Felizmente, diz ela, os pais ajudam nas despesas.
Os estudantes cabo-verdianos, por seu lado, afirmam enfrentar muitas dificuldades já que vivem com uma bolsa de cerca de 120 dólares mensais.
Venezuela termina semana com protestos violentos
1/8Manifestantes anti-governo mascarados transportam um escudo improvisado durante os confrontos com a polícia na Praça Altamira, em Caracas, Fev. 27, 2014.
2/8Manifestantes anti-governo gritam durante um protesto, numa barricada em San Cristobal, Venezuela, Fev. 27, 2014.
3/8Um manifestante corre por trás de uma motorizada que arde durante um protesto em San Cristobal, Venezuela, Fev. 27, 2014.
4/8Tropas da Guarda Nacional disparam contra os manifestante durante o protesto contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro em San Cristobal, Fev. 27, 2014.
5/8Freiras levantam os seus braços durante uma marcha em protesto à repressão do Governo sobre as manifestações do povo em Caracas, Fev. 26, 2014.
6/8Manifestantes enchem uma garrafa com gasolina durante os protestos contra Nicolás Maduro em San Cristobal, cerca de 660 km a sudoeste de Caracas, Fev. 26, 2014.
7/8Um motociclista passa por motorizadas incendiadas por manifestantes anti-governo na Praça de Altamira em Caracas, Fev. 26, 2014.
8/8Motociclistas observam os bombeiros a tentar apagar as chamas da motorizadas incendiadas pelos manifestantes anti-governo na Praça de Altamira em Caracas, Fev. 26, 2014.