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Angola: Escolas privadas não podem sobreviver sem aumentos das propinas


António Pacavira, presidente da Associação Nacional do Ensino Particular (ANEP)

Afirmação é de António Pacavira, presidente da Associação Nacional do Ensino Particular

A sobrevivência de escolas privadas em Angola estava em risco caso o Governo não autorizasse o aumento de propinas, afirma o presidente da Associação do Ensino Privado ANEP.

Escolas privadas não têm alternativa senão aumentar as propinas – 2:38
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António Pacavira sublinha que o ensino privado em Angola passou a ser a primeira opção, garantindo a educação a centenas de milhar de crianças e adolescentes e ainda dezenas de milhar de postos de trabalho.

O presidente da ANEP reage assim a à decisão do Movimento dos Estudantes de Angola (MEA) de convocar manifestações para protestar contra a decisão do Gvoerno de autorizar um aumento das propinas até 15% nas escolas privadas e até 2% nas universidades privadas.

Sem esse aumento, garante Pacavira, "a maioria (das escolas )não teria capacidade financeira de continuar porque com a pandemia os colégios foram arrasados e uma boa parte dos colégios está no sinal laranja, outros no vermelho e alguns encerraram mesmo".

António Pacavira pede um pouco de sacrifício às famílias e para olharem para este aumento como oportunidade de manutenção destas salas de aulas afirmando que “o aumento de 15 por cento representa 450 kwanzas, qualquer pai que quer alguma qualidade no ensino pode pagar”.

“Regra geral em Angola o aumento está na ordem dos quatro mil a 4.500 kwanzas", acrescenta, afirmando que neste momento existem cerca de 20 mil instituições de ensino privado e dele dependem mais de 150 mil postos de trabalho.

Neste momento,, segundo a ANEP, o ensino público passou a ser alternativo, daí a importância que se deve dar ao ensino privado.

Só em Luanda, segundo dados oficiais, há 1.500 colégios, para 800 escolas públicas.

Viana, o município mais populoso de Angola, possuiu apenas 160 escolas estatais, contra 530 instituições de ensino privado.

"Hoje, para nós, em Angola o ensino particular passou a ser a primeira opção", afirma Pacavira, fazendo notar que apesar dos aumentos nas propinas tem havido um aumeento de alunos nas suas instituições contra todas as expectativas.

"Os colégios, os principais, hoje já não têm vagas, há mais alunos hoje que tínhamos antes da pandemia em 2019", assegura.

Entretanto, o MEA culpa o Governo angolano por esta situação.

"Não criaram condições para termos escolas públicas suficientes, açambarcaram o erário público, deixando o privado tomar conta de 80 por cento das escolas”, lembra o presidente da organização, Francisco Teixeira.

Francisco Teixeira, Movimento de Estudantes Angolanos
Francisco Teixeira, Movimento de Estudantes Angolanos

“O Estado controla apenas 20 por cento do total de escolas, a responsabilidade é do Estado”, acrescenta Teixeira que disse ainda que “se repararem bem os donos dos grandes colégios e universidades privadas são os próprios governante,s que passam para as esposas, irmãos, primos compadres etc".

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