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Ensino superior angolano em crise profunda

  • Manuel José

Lubango Universidade Mandume Ya Ndemufayo

Sindicato avisa que a situação poderá agravar-se.

O ensino superior público em Angola atravessa uma crise profunda e um sindicalista avisou que a situação poderá piorar.

Carlinhos Zassala, coordenador da região Luanda, Bengo do Sindicato dos Professores do Ensino Superior, SINPES, disse que, se não houver uma intervenção urgente por parte das autoridades, a situação pode descarrilar de vez.

"O ensino superior público está numa situação comparada a um paciente no banco de urgência, precisando de uma solução urgente”, disse Zassala para quem “o nível de desmotivação é tanto que alguns professores das oito regiões académicas preferem abandonar o sector e ir para o ensino geral, onde as condições chegam a ser melhores."

Os problemas são antigos e com tendência a agravar-se. O SINPES diz que passam por partidarização da Universidade, salários baixos, condições de trabalho menos boas agravadas pelo corte de subsídios.

Zassala diz que nem mesmo a boa vontade da nova ministra vai adiantar.

"O ensino superior publico está cada vez mais em decadência, de tal maneira que, se não forem tomadas medidas, a intenção da nova ministra de colocar duas universidades entre as 100 melhores de Africa nunca será realidade", afirma.

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