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Dívida pública angolana continua sem auditoria


Museu da Moeda. Baixa de Luanda, Angola

O governo angolano continua a declinar a realização de uma auditoria à dívida pública angolana, contra a vontade da classe empresarial e dos partidos políticos na oposição. Para falar sobre o assunto, ouvimos o Deputado da UNITA, Joaquim Nafoia, a empresária Filomena Oliveira e o economista Manuel Piedade.

A missão do Fundo Monetário Internacional para Angola admitiu recentemente, em Luanda que a divida pública contraída pelas autoridades não é alarmante a julgar pelos dados na posse desta organização internacional.

Dívida pública angolana continua sem auditoria
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Ainda assim, o tema da divida pública não alcança a relevância que merece por parte das autoridades angolanas, não obstante ser a maior rubrica do orçamento geral do estado.

Especialistas afirmam que, apesar do relativo optimismo manifestado pelo Fundo Monetário Internacional, para os próximos anos, a tendência é de aumento da divida, que pode igualmente revelar-se num problema gravíssimo e inibidor do crescimento e desenvolvimento da economia angolana.

Por outro lado, fontes bem informadas sobre o assunto, sustentam que o tema da divida pública angolana não é discutido pelas autoridades, por falta de conhecimento e por existirem muitas empresas fantasmas e outras cujos proprietários são, na sua maioria membros do governo.

A direcção do parlamento angolano rejeitou, esta semana, o pedido da UNITA para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a real divida angolana e os seus beneficiários.

O Deputado da UNITA, Joaquim Nafoia considera que a posição assumida
pelo parlamento angolano, representa um perigo para a estabilidade económica do pais.

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