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Deliberação do Conselho Constitucional sobre as “autárquicas” favorece a Frelimo, diz a oposição


Campanha eleitoral, autarquícas Moçambique

Renamo “de cabeça erguida” e MDM “em luta permanente para libertar o povo”.

Os dois principais partidos da oposição moçambicana rejeitam a validação das eleições autárquicas de 10 de Outubro, anunciada, ontem pelo Conselho Constitucional (CC).

Alegando manipulação, a Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique contestaram, em Outubro, os resultados da Comissão Nacional de Eleições, segundo os quais a Frelimo venceu em maior número de municípios.

No acórdão, o CC manda repetir a votação no município de Marromeu, na província de Sofala, ganha pela Frelimo; valida os resultados de 52 autarquias, e faz reparos ao processo.

Entre os reparos, o CC considera inconstitucional o artigo da Lei Eleitoral que invalida as listas de candidaturas com insuficiência de suplentes, argumento que foi usado para afastar Samora Machel Júnior (Samito) da corrida.

“O Conselho Constitucional, mais uma vez, foi infeliz ao proceder de forma partidarizada o anúncio. Não existe irregularidade pequena e o CC não consegue se impor, numa altura em que deve ser um órgão independente,” diz Sande Carmona, porta-voz do MDM.

"Conselho Constitucional, mais uma vez, foi infeliz", Sande Carmona, porta-voz do MDM
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O porta-voz da Renamo, André Magibire, diz que o seu partido esperava que o CC fizesse uma leitura isenta sobre o que aconteceu na contagem de votos.

“Não nos identificamos com aqueles resultados. Esperávamos que o CC julgasse improcedentes os casos de municípios de Monapo, Moatize, Alto Molocué ou cidade de Maputo”.

"O povo moçambicano sabe quem foi vencedor ", André Magibire, porta-voz da Renamo
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Para Magibire, “o povo moçambicano sabe quem foi vencedor e nós (Renamo) saímos de cabeça erguida, porque quando se fala de fraude quem fica manchado é quem rouba”.

Os dois partidos preparam a participação na repetição da votação em Marromeu.

E sobre isso, Carmona diz que a “a luta é permanente para libertar o povo”.

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