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Cobalt quer negociar com novo CA da Sonangol


Sonangol

Empresa americana mantém processos que exigem dois mil milhões de dólares à empresa angolana

A petrolífera norte-americana Cobalt diz estar disponível a um acordo com a Sonangol no diferendo que mantém em relação a negócios no valor de 1.5 milhões de dólares, mas que não retira, por agora, os processos judiciais em curso contra a petrolífera angolana.

Com 40 por cento de participação no consórcio que explora os blocos 20 e 21 ao largo de Angola, a Cobalt apresentou duas queixas contra a Sonangol que podem custar à empresa angolana cerca de dois mil milhões de dólares.

Num documento da empresa, a americana afirma "continua a procurar um diálogo construtivo com Angola, para tentar resolver essas disputas de forma amigável", mas reitera que “até que este assunto seja resolvido de forma satisfatória, a Cobalt manterá vigorosamente essas reivindicações em arbitragem e recorrerá a todos os meios disponíveis".

A Cobalt International Energy entrou com uma acção de arbitragem junto da Câmara de Comércio Internacional na qual exige mais de dois mil milhões de dólares, mais juros e custos, à Sonangol por incumprimento de um acordo entre as partes.

A empresa, citada pela agência Reuters, informou que a acção deve-se ao cancelamento por parte da Sonangol de um acordo para a compra dos 40 por cento que a empresa detém em dois blocos petrolíferos, pela qual a empresa americana receberia 1,75 mil milhões de dólares.

Em Julho de 2016, houve uma reunião entre o presidente executivo da Cobalt Tim Cutt e a então presidente executiva da Sonangol, Isabel dos Santos, para discutir a venda daquelas duas participações, tendo ficado acordado que a empresa iria procurar vender as participações que controla nos blocos 20 e 21 a “terceiros”.

Notificada em Maio, a empresa angolana, na altura dirigida por Isabel dos Santos, respondeu que iria “contestar ambos os pedidos apresentados pela Cobalt, sendo que, no entendimento do conselho de administração da Sonangol, não existe qualquer incumprimento de sua parte no Contrato de Compra e Venda de Ações (CCVA)".

Ao manifestar a sua intenção de negociar, a Cobalt reage desta forma à mudança no comando da Sonangol, agora dirigida por Carlos Saturnino em susbstituição de Isabel dos Santos.

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