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Cabinda: Pescadores expulsos devido ao porto de águas profundas


Mais de 300 famílias afectadas e pescadores ameaçam manifestação

A construção do porto de águas profundas em Cabinda pode ser uma boa notícia para muitos mas para centenas de famílias que vivem da pesca o porto é uma tragédia.

Com efeito mais de 300 famílias do bairro Caio Litoral em Cabinda clamam pelos seus postos de sustento, a pesca, pois, segundo dizem, o Governo proibiu estas famílias de continuarem a pescar naquela zona.

Pescadores de Cabinda não podem pescar na zona do porto de aguas profundas -1:25
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Os moradores sem outra forma de sustento ameaçam realizar uma manifestação junto da administração local para exigir uma solução.

Cristóvão Lando disse que mesmo os pescadores esperavam que o projecto “fosse trazer prosperidade aos moradores do Caio Litoral”

“Pelo contrario só desgraça, o Governo arredou os populares e impede que as pessoas pesquem o que é única forma de sustento desta gente", acrescentou.

Um outro morador do bairro, João, diz que várias pessoas estão a morrer porque desde que começou o projecto do porto ficaram sem trabalho e a desgraça tomou conta das pessoas.

O morador ameaça com a realização de uma manifestação na próxima semana para exigir uma solução para o problema.

"A administração diz que não assume responsabilidades por quem se aproximar do local onde se está a erguer o novo porto”, disse afirmando ainda que “até as arvores plantadas pelos nossos antepassados foram derrubadas sem qualquer satisfação aos moradores”.

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