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Cabinda: Pescadores expulsos devido ao porto de águas profundas

  • Manuel José

Mais de 300 famílias afectadas e pescadores ameaçam manifestação

A construção do porto de águas profundas em Cabinda pode ser uma boa notícia para muitos mas para centenas de famílias que vivem da pesca o porto é uma tragédia.

Com efeito mais de 300 famílias do bairro Caio Litoral em Cabinda clamam pelos seus postos de sustento, a pesca, pois, segundo dizem, o Governo proibiu estas famílias de continuarem a pescar naquela zona.

Os moradores sem outra forma de sustento ameaçam realizar uma manifestação junto da administração local para exigir uma solução.

Cristóvão Lando disse que mesmo os pescadores esperavam que o projecto “fosse trazer prosperidade aos moradores do Caio Litoral”

“Pelo contrario só desgraça, o Governo arredou os populares e impede que as pessoas pesquem o que é única forma de sustento desta gente", acrescentou.

Um outro morador do bairro, João, diz que várias pessoas estão a morrer porque desde que começou o projecto do porto ficaram sem trabalho e a desgraça tomou conta das pessoas.

O morador ameaça com a realização de uma manifestação na próxima semana para exigir uma solução para o problema.

"A administração diz que não assume responsabilidades por quem se aproximar do local onde se está a erguer o novo porto”, disse afirmando ainda que “até as arvores plantadas pelos nossos antepassados foram derrubadas sem qualquer satisfação aos moradores”.

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