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Angola: Desafios do próximo governo no sector da Saúde


Os angolanos elegeram no dia 23 de Agosto um novo governo para o país. A maioria da população angolana confiou o destino do país em João Lourenço e no MPLA, partido que está no poder desde 1975.

Depois das eleições de 23 deste mês, em que a UNITA, conseguiu apenas 26 porcento dos votos e a CASA-CE 9 porcento.

Depois das eleições, o país quer ver as promessas de campanha cumpridas, especialmente no que toca a questões estratégicas e vitais como a saúde.

A ideia segundo o director do Mosaiko Instituto para Cidadania, Frei
Mário Rui, é que todas as forças políticas devam estar de acordo com projectos de longo e médio prazo, definindo metas de partidas e a alcançar.

O Frei Mário Rui chama a atenção para promessas de curto prazo, aconselhando que sejam definidos "objectivos de médio e longo prazo e metas claras para anualmente durante cinco, durante dez anos irem sendo obtidas".

Na visão de Maurílio Luyelle, político da UNITA e especialista em Saúde
Pública, o sector da saúde em Angola é o menos conseguido nos últimos 42 anos: "Angola continua a ter as taxas muitas altas de mortalidade infantil em menores de 5 anos. Tudo isto se repercute na esperança de vida que não alcançou ainda os 65 anos", disse o especialista.

Próximas eleições podem ter menos eleitores

No que a mortalidade infantil diz respeito, o activista cívico Augusto Báfwa-Báfwa entende que o governo que sai das eleições gerais deste ano terá como desafio a sua redução, para além de apostar na prevenção de doença como estratégia para combate às grandes endemias, tal como a febre amarela que vitimou mais de 200 pessoas em 2016.

"Temos que começar a evitar as doenças e não combatê-las quer com
campanhas de vacinação como evitando os seus principais vectores e focos como águas paradas e o amontoado de resíduos", considerou Augusto Báfwa-Báfwa.

Os problemas de saúde em Angola poderão influenciar num futuro próximo as eleições em Angola, já que mais da metade da população poderá não chegar à idade de votar “porque infelizmente não vai ter condições de vida e saúde para fazer 18 anos”, até o próximo pleito, afirmou o Frei Mário Rui.

A construção de um centro especializado em traumatologia e ortopedia devia ser uma das prioridades do governo para os próximos cinco anos, já que a sinistralidade rodoviária é a segunda maior causa de morte em Angola, defende Báfwa Báfwa.

Outros desafios que aguardam a vontade do novo Executivo têm que ver com a definição de metas precisas para redução da taxa de mortalidade infantil e a morbi-mortalidade por malária e a infecção por HIV, para além da ampliação da cobertura de vacinação e a introdução de novas vacinas do PAV-Programa Alargado de Vacinação.

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