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Angola chora a morte de Burity e Waldemar Bastos


Burity e Waldemar Bastos

“Perdemos uma parte de nós”. Foi assim que Yuri Simão de uma companhia produtora de eventos descreveu a morte na semana passada dos músicos angolanos Waldemar Bastos e Carlos Burity.

Angola perdeu dois gigantes da música - 18:30
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Waldemar Bastos morreu no dia 10 de Agosto em Lisboa, vítima de cancro, aos 66 anos de idade e Carlos Burity no dia 12, em Luanda, aos 67 anos, de paragem cardio-respiratória. Os dois eram referências da música nacional e internacional.

“Waldemar Bastos soube ser um verdadeiro angolano com os seus cantos de paz”, disse Euclides da Lomba, músico e Director Nacional da Cultura.

Waldemar dos Santos Alonso de Almeida Bastos, conhecido simplesmente como “Waldemar Bastos”, nasceu em M’banza Kongo, a 4 de Janeiro de 1954.

Com 28 anos, foi para Portugal, onde se instalou e deu sequência ao seu trabalho artístico. De lá conseguiu entrar noutros mercados europeus.

Waldemar Bastos considerava a sua música, um reflexo da própria vida e das suas experiências, tendo manifestado várias vezes a sua preocupação com a temática da identidade nacional. A sua obra era mundialmente conhecida por se traduzir num apelo genuíno à fraternidade universal.

Com a morte de Carlos Burity o semba fica mais pobre. Para trás deixa 52 anos de carreira, seis discos de originais gravados em quase três décadas.

Para o compositor Xabanu, a quem o músico fez de Burity a sua voz preferida para interpretar as suas canções artísticas, “ a morte de Carlos Burity põe fim a uma relação de muitos. Partilhava várias ideias com ele, sempre que a ocasião permitisse”, disse

Os restos mortais de Burity repousam no cemitério da Santa Ana, desde sábado, 15 de Agosto. Natural de Luanda, deixou uma vasta obra discográfica entre os quais “Ginginda”, “Massemba”, “Zuela ó kidi”, “Paxi Iami” e “Malalanza”.

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