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Advogado de Zecamutchima não consegue falar com ele há mais de um mês


José Mateus Zecamutchima, presidente do Movimento Protectorado Português Lunda Tchokwé, Angola

Detido há 10 meses, presidente do Movimento Protectorado Português Lunda Tchokwé aguarda por julgamento. O seu advogado diz que o SIC/Luanda não deixa visitar o activista

Autoridades recusam-se a dizer onde está José Mateus Zecamutchima – 2:16
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O advogado de defesa do líder do Movimento Protectorado Português Lunda Tchokwé, José Mateus Zecamutchima, diz desconhecer o paradeiro do seu constituinte, com o qual não se encontra há mais de um mês.

O activista angolano continua detido há 10 meses, em Luanda, ainda sem data de julgamento.

Salvador Freire lamenta que o Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Luanda não lhe permita visitar Zecamutchima e assegura que “não sabemos o paradeiro do nosso constituinte apenas sabíamos que ele estava no SIC-Luanda”.

A VOA contactou o porta-voz do SIC, superintendente de investigação, Manuel Halaiwa, que sem gravar entrevista esclareceu que o caso está com o tribunal provincial da Lunda Norte, ao qual compete toda informação sobre o arguido.

Salvador Freire, que já recebeu a pronúncia do tribunal há mais de um mês e aguarda pela marcação do julgamento, diz não entender a razão do impedimento de contactar o seu constituinte.

“Nós, como advogados, não entendemos por quê... até porque nós sabíamos e visitávamos Zecamutchima no SIC-Luanda, agora vamos ao SIC Luanda e nos dizem que temos que contactar o SIC-Geral, já contactamos a procuradoria e nada... não entendemos o por quê”, conclui.

José Mateus Zecamutchima foi detido a 8 de Fevereiro de 2021 e é acusado dos crimes de associação de malfeitores e rebelião armada, na sequência dos confrontos registados a 30 de Janeiro, na vila de Cafunfo, na província da Lunda Norte, entre a polícia e cerca de 300 manifestantes convocados pelo Movimento Protectorado Português Lunda Tchokwe.

Os manifestnates pretendiam protestar contra o abandono a que dizem estar votados os habitantes daquela rica região em diamantes.

O número de mortos continua uma incógnita, com as autoridades a falarem em seis, enquanto activistas e partidos da oposição apontam para mais de 30.

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