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Huíla: Veteranos ameaçam com mais manifestações

  • Teodoro Albano

Huíla: Veteranos ameaçam com mais manifestações

Huíla: Veteranos ameaçam com mais manifestações

Antigos combatentes ameaçaram voltar às ruas para protestar contra a falta de políticas concretas de reinserção social.

Na Huíla antigos combatentes ameaçaram voltar às ruas para protestar contra a falta de políticas concretas de reinserção social.

Desmobilizados das antigas FAPLAS em 1992, os ex-militares queixam-se da falta de apoio do governo, questionam as várias promessas falhadas de reinserção social e exigem agora que sejam inseridos na caixa de segurança social das Forças Armadas Angolanas.

O descontentamento e a frustração dos ex militares voltaram-se a ouvir em mais uma assembleia realizada na cidade do Lubango: “ nós queremos um subsídio de desmobilização desde 92 que não recebemos subsídio de desmobilização fizemos a inscrição no Rombat e até aqui não nos dão ninguém resposta…” “ Eu chamo-me Luís César, o nosso guia imortal dizia que o mais importante é resolver os problemas do povo, no momento mais difícil quando o país estava em guerra mesmo você que se escondesse no fundo da cacimba ou debaixo da cama eles iam a procura porque você tinha que ir combater, agora o país está bom, os desmobilizados são abandonados a sua sorte, nós só queremos os nossos direitos.” “ Simão Domingos, segundo este registo que já vem a bastantes anos aquilo era para colocação ou ser inserido na caixa social situação que não está a acontecer, segundo o que a gente escutou aqui dizem que os dinheiros já começaram a chegar aos desmobilizados, mas isto é pura mentira”.

O presidente do Fórum Independente dos Desmobilizados de Guerra de Angola, FIDEGA, Nunes Manuel, lamenta a situação em que se encontram os cerca de 22 mil antigos combatentes.
Segundo Nunes Manuel, a organização que dirige tem feito tudo para que o problema dos antigos combatentes não saia da agenda do governo angolano: “ e a nossa presença de facto tem podido fazer com que o assunto não seja metido na agenda de trabalho do executivo central, porque desta vez se poderem reparar sua excelência presidente da república fez um discurso a nação mas a questão dos desmobilizados ficou de fora como se ela não estivesse na agenda de trabalho e esse esquecimento que nós queremos apagar”.

Sobre o assunto não existe qualquer pronunciamento do governo da Huíla.
Antigos combatentes na Huíla prometem voltar as ruas do Lubango para protestar contra a falta de apoio do governo angolano, depois da primeira manifestação ter ocorrido no primeiro semestre do corrente ano com as pensões em atraso na ordem do dia.

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