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Moçambique regista progressos económicos e sociais


Apesar de progressos pobreza continua a ser uma realidade

Apesar de progressos pobreza continua a ser uma realidade

Crescimento económico vai continuar acima dos sete por cento

Moçambique alcançou progressos económicos e sociais notáveis nos últimos anos mas a desigualdade e obstáculos ao desenvolvimento são ainda enormes.

Isto são as conclusões de um relatório sobre o programa do combate á pobreza do governo de Moçambicano dado a conhecer Terça-feira pelo Fundo Monetario Internacional.

O documento afirma que no período entre 2005 e 2009 o crescimento anual teve uma media de 7,6 do produto interno bruto e os rendimentos per capita subiram a uma média de cinco por cento ao ano.

Os indicadores de desenvolvimento humano registam também progressos e tendências positivas para o desenvolvimento a longo prazo.

Assim a proporção da população com acesso a escolas subiu de 30,8 por cento em 2002/2003 para 37,3 por cento em 2008/2009. A percentagem de mulheres analfabetas caiu de 54 por cento em 2004 para 40,8 por cento em 2008 e registaram se também progressos na redução das diferenças entre os sexos nas matrículas do ensino básico.

A percentagem de população com acesso a uma unidade de serviços de saúde a 45 minutos de distancia a pé subiu de 55 por cento para 65 entre 2002 e 2008 e neste caso os ganhos registados foram nas zunas rurais e não urbanas.

O nível de mortalidade infantil caiu de 245,3 mortes por cada mil nascimentos em 1997 para 138 em 2008. O nível de mortalidade materna caiu de 692 para 500 mortes por cada 100 mil nascimentos entre 1997 e 2007.

O nível geral de pobreza caiu de um total de 69,4 por cento em 1996/97 para 54,7 por cento em 2008/2009.

Contudo a salientar que os dados estatísticos indicam que o nível de desigualdade aumentou de 1996 para 2008 sendo o maior nível de desigualdade económica registado na capital Maputo.
Para além disso os dados indicam que 46,4 por cento das crianças com menos de 60 meses de idade sofrem de mas nutrição crónica, 18,7 por cento tem o peso abaixo do padrão requerido e 6,6 por cento sofrem má nutrição aguda.

O documento faz notar os grandes desafios a que Moçambique faz ainda face.

Entre os problemas mencionadas a salientar o fraco nível de crescimento da produtividade agrícola, vulnerabilidade do sector agrícola e o facto de nas cidades o sector informal da economia continuar a ser predominante.

O nível de educação da força de trabalho continua a ser muito pobre. Cerca de 80 por cento da força de trabalho moçambicana não completou o primeiro nível de escola primária e estima-se que 300 mil jovens entram no mercado de trabalho todos os anos. Não há empregos suficientes para os absorver.


O estudo prevê contudo um crescimento económico de 7,2 por cento este ano, 7,5 no próximo ano, 7,9 por cento em 2013e 7,8 por cento em 2014.


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