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Angola: Reduziu a passagem de emigrantes ilegais por Malanje

  • Isaías Soares

Malanje

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O movimento de cidadãos estrangeiros ilegais entre as províncias do Leste do país para Luanda, utilizando o corredor de Malanje, reduziu consideravelmente durante o primeiro trimestre deste ano, em relação ao igual período anterior.

O movimento de cidadãos estrangeiros ilegais entre as províncias do Leste do país para Luanda, utilizando o corredor de Malanje, reduziu consideravelmente durante o primeiro trimestre deste ano, em relação ao igual período anterior.

O director provincial do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), Herculano Manuel Maria, confirmou a detenção de 29 emigrantes ilegais na comuna de Cambaxe, município sede, Xandel, município do Quela e nos postos fronteiriços de Tembo-A-Luma e Muheto, município de Marimba.

Dos 22 transgressores de fronteira repatriados 15 saíram da República Democrática do Congo, três do Mali, dois da Guiné-Conacry e igual número não especificado.

O Serviço de Migração e Estrangeiros de Malanje controlou de Janeiro a Março deste ano, vários cidadãos estrangeiros com diversos tipos de vistos, num total de 402 e grande número está afecto ao projecto hidroeléctrico de Capanda, a direcção provincial de Saúde e a outros órgãos do governo.

146 estrangeiros, entre costa-riquenses, filipinos, polacos e americanos possuem vistos de residência.

Em prospecção de negócios e visitas a familiares nesta região entraram através do aeroporto local, 10 imigrantes, onde três eram coreanos e igual número de portugueses, dois espanhóis, um da Guiné-Conacry e outro sul-africano.

Por via ferroviária, o SME controlou o desembarque de cinco cidadãos chineses, três portugueses e dois norte-americanos para acções de investigação e turismo.

Nos próximos dois anos, 303 katangueses que gozam de estatuto especial de refugiado poderão optar pela nacionalidade angolana ou regressar ao país de origem, República Democrática do Congo.

Herculano Manuel Maria confirmou a existência de muitos imigrantes africanos no território da palanca negra gigante.

“Supomos que entre mais um ou dois anos, essa categoria passe a não constar na nossa lista, se optar pela cidadania angolana pode optar, aqueles que quiserem regressar podem fazê-lo e a maioria parte deles estão situados na localidade de Kabatende, aqui na província de Malanje”.

O responsável dos SME confirmou a existência de refugiados de outras nacionalidades, “sudaneses 23, chadianos 13, Mali 10, liberiano 1, mauritaniano 13”, concluiu.

A acomodação dos estrangeiros ilegais detidos na província não é das melhores e o director do Serviço de Migração e Estrangeiros confirmou que será recuperada a antiga unidade de cavalaria do rio Guiné para a instalação provisória do centro de detenção.

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