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Angola: cidadão a quem foi amputada uma perna queixa-se de excesso de força policial

  • António Capalandanda

Angola: cidadão a quem foi amputada uma perna queixa-se de excesso de força policial

Angola: cidadão a quem foi amputada uma perna queixa-se de excesso de força policial

Um angolano ferido a tiro pela Polícia no Lobito queixa-se de excesso de força e quer ser indemnizado pela amputação de uma perna. A polícia diz que não houve excesso de força, nos incidentes durante um jogo de futebol, mas se assim foi o queixoso não teria ficado sem perna.

Angola: cidadão a quem foi amputada uma perna queixa-se de excesso de força policial

Um angolano ferido a tiro pela Polícia no Lobito queixa-se de excesso de força e quer ser indemnizado pela amputação de uma perna. A polícia diz que não houve excesso de força, nos incidentes durante um jogo de futebol, mas se assim foi o queixoso não teria ficado sem perna.
Ovídeo Jamba estava a ver um jogo de futebol no quintal de um primo quando levou um tiro numa perna que depois lhe foi amputada. Ele é um dos quatro feridos resultantes dos confrontos entre a Policia anti-motim e os adeptos da Académica Petróleos Clube do Lobito.

O incidente ocorreu recentemente durante a partida da terceira jornada do campeonato da primeira divisão entre a Académica do Lobito e o Futebol Clube de Cabinda.

Os adeptos da formação da Académica que assistiam ao jogo na colina começaram a lançar pedras e garrafas contra o efectivo da Polícia, depois da sua equipa ter marcado um golo e a arbitragem o invalidar.

Um relatório do Comando Municipal da Polícia a que a Voz da América teve acesso, informa que, no final da partida, os adeptos da Académica descontentes com derrota de 2-0 entraram em confronto com a Polícia, tendo os agentes de intervenção rápida recorrido a balas de borracha e gás lacrimogéneo para dispersar os revoltados.

Mas Dinis Vinevala Chivinda disse a VOA que o seu irmão Ovídeo Jamba Joaquim, de 45 anos de idade, foi atingindo por uma bala, tendo-lhe sido amputado a perna depois de ser evacuado para o hospital regional do Lobito onde ainda se encontra internado.

Chivinda contou ainda que o seu irmão assistia ao jogo a partir do quintal de um primo que dá visibilidade para o estádio e não fazia parte do grupo dos insurgentes, acusando a Polícia de uso excessivo da força.

“Ele é pai de dez filhos, o seu trabalho era condutor de moto-táxi. Estamos em tempo de paz e a Polícia usa mais arma para matar.”.

Chivinda prometeu accionar todos os mecanismos legais para exigir uma indemnização dos danos provocados ao seu irmão.

“O meu irmão pelo menos tem que começar a ganhar para sustentar os seus filhos. A justiça tem que ser feita. Eu não vou conseguir sustentar os filhos dele, a Polícia tem que indemnizar o meu irmão.”

Fontes policiais negaram haver o uso excessivo da força, afirmando que inclusive os agentes da ordem pública desdobraram-se no campo desarmados, apenas a polícia de choque foi munida com balas de borracha e interveio para repor a ordem e a segurança públicas.

Não foi possível apurar, de opinião médica, se um tiro com bala de borracha pode levar à amputação de uma perna.

Refira-se que o estádio da Académica do Lobito tem sido palco de constantes confrontos violentos entre a Polícia e os adeptos daquele clube, que não aceitam a derrota da sua agremiação desportiva.




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