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Jornalistas angolanos receiam nova lei sobre crimes informáticos

  • Armando Chicoca

Jornalistas independentes e membros da sociedade civil participaram num forum da Open Society em Luanda

Jornalistas independentes e membros da sociedade civil participaram num forum da Open Society em Luanda

Grupos da sociedade civil têm recomendações sobre a lei que vão apresentar à Assembleia Nacional.

Jornalistas de imprensa privada e membros das organizações da sociedade civil reflectiram com preocupação sobre a proposta lei dos crimes contra as técnicas de informação.

O forum foi promoção da Open Society, que congregou jornalistas e membros da sociedade civil, provenientes dos vários recantos do pais.

O jornalista José Manuel, correspondente da Voz da América em Cabinda, é também advogado e considera que actual proposta lei, já aprovada na generalidade, pelos deputados da Assembleia nacional, no passado dia 31 de Março viola os direitos Humanos. Na sua opinião,"a ser aprovada, esta lei tal como está, prejudicaria o exercicio do jornalismo angolano."

A secretária-geral do Sindicato dos Jornalistas, Luísa Rogério, disse que a contribuição dos jornalistas e membros da sociedade civil neste fórum, poderá melhorar a presente lei que a prejudica o exercício pleno do jornalismo livre e independente que se pretende em Angola.

"As contribuições deste forum, serão encaminhadas à Assembleia Nacional, no sentido de que a lei a ser aprovada em especialidade e mais tarde promulgada, não coarte o exercicio do jornalismo plural em angola" disse a sindicalista.

Jornalistas independentes e membros da sociedade civil trabalham durante um forum da Open Society em Luanda

Jornalistas independentes e membros da sociedade civil trabalham durante um forum da Open Society em Luanda

Ângelo Kapwacha é o rosto do Huambo neste fórum."Esta lei, desvaloriza a constituição da República de Angola, ao atentar contra os direitos dos cidadãos" referiu.

A jornalista Amor de Fátima, apresentou assim a sua inquietação. "É caricato quando alguém pertecente aos serviços de segurança, vai à residência de um cidadão sem mandato judicial, retira os meios que achar. Isto, é abuso de autoridade e violação dos direitos da privacidade", lamentou.

Informações de última da hora, ainda por confirmar, dão conta que esta mesma lei, será objecto de discussaão em especialidade, esta quinta-feira na Assembleia Nacional. Os membros da sociedade civil trabalharam no sentido de que as suas contribuiçoes dêem entrada na AN às primeiras horas laborais da manhã.

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