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Costa do Marfim: Laurent Gbagbo negocia rendição, mas não reconhece Ouattara


Costa do Marfim: Laurent Gbagbo negocia rendição, mas não reconhece Ouattara

Costa do Marfim: Laurent Gbagbo negocia rendição, mas não reconhece Ouattara

Presidente cessante perdeu as bases militares de apoio com os ataques da França e das Nações Unidas já saudados por Washington

Gbagbo negocia rendição

Na Costa do Marfim, o presidente cessante Laurent Gbagbo estaria a negociar a sua rendição, depois dos ataques de ontem as suas posições pelas forças das Nações Unidas e da França.

Esta notícia surge horas depois do chefe de Estado-maior-general das forças leais a Gbagbo, o general Philipe Mangou ter telefonado as Nações Unidos pedindo um cessar-fogo.

Segundo o ministro dos negócios estrangeiros do governo de Laurent Gbagbo o presidente cessante encontra-se refugiado na sua residência na companhia de sua família e de alguns membros do seu gabinete, apesar dos ataques de ontem das forças da ONUCI e Licorne. Todavia, recusa-se a reconhecer o seu adversário Alassane Ouattara como presidente.

O ministro, Alcides Djédjé, esteve em missão de serviço de Laurent Gbagbo na residência do embaixador francês em Abidjan para apresentar a proposta de um cessar-fogo unilateral.

O mesmo recusou-se entretanto a comentar as notícias sobre uma eventual negociação de rendição solicitada pelo presidente cessante.

Não, isto é inaceitável a meu ver, e não fui encarregado para tal. É preciso esperar pelas horas que se seguem. Eu fui encarregue para esta etapa específica, e ela acaba aqui. O cessar-fogo já está em vigor depois 45 minutos e por enquanto vai ser preciso esperar.”

A notícia da entrega de Laurent Gbagbo foi tornada publica no inicio do dia pelo embaixador em Paris do governo do presidente Alassane Ouattara e viria a ser confirmada mais tarde pelo ministro francês dos negócios estrangeiros, Alain Jupé.

Jupé disse que a França tinha o conhecimento da situação e se houver uma tal possibilitada, o seu país estava pronto para apoiar.

Entretanto no terreno, ou seja em Abidjan, depois dos ataques de ontem a noite da força francesa Licorne e do contingente das Nações Unidas as posições de Laurent Gbagb, a cidade vive uma calma precária com disparos esporádicos de artilharia pesada, isto de acordo com relatos de residentes.

O cessar-fogo ainda não está a ser implementado, contudo o porta-voz da ONUCI, Hammadoun Touré confirmou a iniciativa do chefe das forças leais a Laurent Gbagbo.

Da nossa parte demos as nossas tropas as ordens que dependem de nós. A ONUCI recebeu esta manhã três chamadas telefónicas de três generais próximos de Laurent Gbagbo a saber, o general Mangou, o general Kataraté e o general Dogboublé, que transmitiram as suas intenções de pedir as suas tropas a cessarem os combates. Eles pediram igualmente a INUCI a receber as armas dos seus combatentes e de assegurar as suas protecções.”

O secretário-geral das Nações Unidas Babn Ki-moon já justificou os ataques de ontem contra as forças de Laurent Gbagbo, afirmando que tratou-se de uma acção para prevenir o uso de armas pesadas contra civis e capacetes azuis das Nações Unidas.

Os apoiantes de Laurent Gbagbo condenaram a acção e qualificaram-na de uma tentativa para assassinar o presidente cessante.

Entretanto o presidente americano Barack Obama declarou hoje que apoia firmemente as acções levadas a cabo pela ONU e pela França contra o regime de Laurent Gbagbo. Obama apelou a Gbagbo para se demitir imediatamente.

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