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Guterres: Crises humanitárias constantes testam limites da assistência aos refugiados

  • Ana Guedes

Refugiados da Somália chegam ao campo de Dadaab

Refugiados da Somália chegam ao campo de Dadaab

O responsável da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) adverte que novos conflitos e antigos por resolver estão a levar até ao limite os recursos humanitários existentes.

António Guterres diz que se regista crise após crise incluindo as na Síria, Mali, Sudão, Sudão do Sul e República Democrática do Congo. Só este ano, notou Guterres, registou-se um número recorde de pessoas que fugiram de situações de conflito.

“Mais de 800 mil pessoas atravessaram fronteiras buscando refúgio – uma média de 2 mil por dia. O número mais elevado dos últimos 10 anos.”

O comissário acrescentou que novas crises “testam radicalmente” a capacidade mundial de ajudar os que foram deslocados. Guterres diz que o custo de ajudar os mais de 43 milhões de pessoas deslocadas aumenta rapidamente.

“ Neste momento de crise económica, estou consciente das pressões sobre os orçamentos da ajuda humanitária. E, contudo, diminuindo a assistência humanitária acabará por sair mais caro no futuro. Assim lanço o meu apelo a todos os doadores, tradicionais e não-tradicionais, para darem apoio adicional neste momento crítico, no qual a nossa capacidade financeira está a ser levada até ao limite.”

O orçamento do ACNUR depende de contribuições voluntárias.

Antonio Guterres indicou que a sua agência adoptou medidas para melhorar a eficiência operacional e reduzir custos. Acrescentou que embora para pôr cobro a conflitos sejam necessárias soluções políticas, pediu aos grupos humanitários para encorajar os esforços de paz investindo na vida diária das populações e na sua educação.
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