Samakuva apelou a novo diálogo com o MPLA

Isaías Samakuva

Todos devem reconhecer a sua culpabilidade e erros do passado, diz o dirigente da UNITA para quem o actual momento politico cria nova oportundiade de diálogo

O partido no poder em Angola, MPLA, ainda não respondeu a uma proposta do líder da UNITA, Isaías Samakuva, para um novo diálogo nacional “amplo”, que leve a uma verdadeira reconciliação nacional.

Samakuva falava numa cerimónia de cumprimentos de final do ano, na Sexta-feira, na qual propôs um diálogo em que haja uma reconhecimento da culpabilidade e responsabilidade mútua do trágico passado de Angola marcado por uma guerra civil.

Numa clara alusão ao novo governo do presidente João Lourenço o dirigente da UNITA disse que existe actualmente na cena política angolana uma "oportunidade para os angolanos encontrarem novos caminhos e abordagens para a concretização da reconciliação nacional".

O dirigente do maior partido da oposição angolana indicou estar pronto a aceitar propostas que visem esse diálogo com base nas tradições dos angolanos e também na experiencia de outras nações que atravessaram opeeríodos de guerra civil.

"Pela complexidade que a reconciliação nacional encerra em Angola, o modelo a seguir e os conteúdos devem revisitar as fórmulas ancestrais, as experiências contemporâneas de vários países que experimentaram o fratricídio e contextualizá-las de forma a criar-se espaço político, económico, social e cultural, onde seja possível viver a verdade, o perdão, a justiça, o reconhecimento e a aceitação recíproca", afirmou Isaías Samakuva.

O dirigente da UNITA afirmou ainda que que para esse diálogo resulte numa verdadedira reconciliação é preciso “partir os muros altos da partidarização do estado” para que se possa construír uma nação que seja “inclusiva (e) solidária”.

Façamos de 2018, o ano da despartidarização do Estado e da reconciliação nacional", exortou Isaías Samakuva, que vai continuar à frente dos destinos do partido até 2019, correspondendo ao desejo dos militantes, apesar de ter manifestado este ano vontade de deixar o cargo