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"Vou pôr fim a este absurdo a 31 de Janeiro", disse Boris Johnson que já pediu à raínha para formar Governo


É a maior vitória dos conservadores desde 1980

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, encontrou-se com a rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckingham, em Londres, para formalizar o pedido para a formação de um novo Governo, após o Partido Conservador ter assegurado o melhor resultado desde Margaret Thatcher nos anos de 1980.

Os conservadores conseguiram eleger 364 representantes, enquanto seu principal adversário, o Partido Trabalhista, garantiu 203 cadeiras, o pior resultado desde 1930.

Falta apenas uma cadeira a ser preenchida no Parlamento.º

Nas suas primeiras declarações, Boris Jonhson disse que o trabalho começa hoje e coloca a finalização do Brexit e a consequente saída da União Europeia a sua prioridade.

“Nós conseguimos. Nós quebrámos o impasse. Acabámos com o impasse. Nós ultrapassamos o obstáculo. E neste glorioso momento pré-pequeno-almoço, antes que um novo amanhecer surja, um novo dia e um novo Governo, eu quero primeiro prestar homenagem aos bons colegas que perderam os seus lugares por culpa própria nas eleições. E eu, é claro, quero felicitar todos os que garantiram a maior vitória conservadora desde a década de 1980.

Johnson garantiu também que vai “pôr fim a este absurdo e vamos consegui-lo até 31 de Janeiro", por ser “agora uma decisão irrefutável, indiscutível e irresistível do povo britânico", que "põe fim à miserável ameaça de outro referendo".

O grande derrotado foi o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, que afirmou que não voltará a liderar seu partido em nenhuma eleição geral, mas, no entanto, pretende permanecer na liderança dos trabalhistas durante uma discussão sobre o futuro e que quer um “período de reflexão”.

"O Brexit tem polarizado e dividido o debate neste país. Ele substituiu muito um debate político normal. E reconheço que isso contribuiu para os resultados que o Partido Trabalhista obteve em todo o país", disse Corbyn, cujo partido perdeu uma série de lugares em regiões historicamente ligadas aos trabalhistas.

Escócia vai a referendo

Por outro lado, o Partido Nacional Escocês (SNP) comemorou um número de cadeiras acima do previsto nas sondagens, ao conquistar 48 dos 59 lugares.

O bom desempenho do partido da primeira-ministra Nicola Sturgeon, que já anunciou um novo referendo sobre a independência da Escócia, custou inclusive a cadeira de Jo Swinson, líder do Partido Liberal Democrata.

"A Escócia enviou uma mensagem muito clara, não queremos um governo Boris Johnson, não queremos deixar a UE", afirmou Sturgeon.

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