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Violência sexual contra as mulheres Rohingya no Tribunal Penal Internacional


Milhares de mulheres Rohingya fugiram do Myanmar.

"A violação sexual é um acto e arma de genocídio, " diz Pramila Patten, Representante Especial do Secretário-geral sobre violência sexual em conflitos.

Uma alta funcionária das Nações Unidas disse neste domingo que colocará a questão da perseguição da minoria Rohingya de Mianmar, especialmente a violência sexual e tortura, ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

Pramila Patten, Representante Especial do Secretário-geral sobre violência sexual em conflitos, também disse que cerca de 10 milhões de dólares são necessários de imediato para os serviços especializados para sobreviventes de violência de género.

Ela falava em Dhaka, a capital do Bangladesh, após três dias de visita a zona de Cox Bazar, perto da fronteira com o Myanmar, onde teve encontros com mulheres e raparigas da minoria muçulmana Rohingya, parte de centenas de milhares que fugiram da perseguição no seu país.

Pramila Patten
Pramila Patten

​"Quando eu regressar a Nova Iorque, vou informar e colocar o assunto ao procurador e presidente do TPI para que os militares do Myanmar sejam julgados pelas atrocidades, disse Patten.

Patten disse que "a violência sexual é dirigida, orquestrada e perpetrada pelas Forças Armadas de Mianmar, também conhecidas como Tatmadaw (…) a violação sexual é um acto e arma de genocídio".

Ela explicou que "as formas de violência sexual, que ouvimos de forma consistente dos sobreviventes, incluem o estupro por vários soldados, a nudez pública forçada, humilhação e a escravidão sexual no cativeiro militar”.

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