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Trump quer ar mais limpo, mas alinhado à “América Primeiro”


Donald Trump entrevistado por Greta Van Susteren (VOA) em Buenos Aires

“Quero o ar mais limpo e a água mais limpa do planeta", afirmou o Presidente em entrevista à VOA em que reforça a sua política de fronteiras seguras

O Presidente americano Donald Trump defende uma abordagem sobre as mudanças climáticas alinhada à sua política "América Primeiro".

Em entrevista à colaboradora da VOA, Greta Van Susteren, em Buenos Aires, na Argentina, Trump disse que “quero o ar mais limpo e a água mais limpa do planeta. Eu quero água limpa e cristalina, e é isso que temos”.

Trump quer ar mais limpo, mas alinhado à “América Primeiro”
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Trump afirmou que os Estados Unidos estão certos em relação ao meio ambiente.

“E é isso que eu quero. Mas eu não vou colocar o país fora dos negócios tentando manter certos padrões que provavelmente não importam” explicou, ao mesmo tempo que criticou a China e outros países por terem um ar poluído.

“As pessoas não querem falar sobre isso, mas isso acontece”, sublinhou

Trump, bastante criticado por tirar o Estados Unidos do Acordo Climático de Paris, repetiu que “o facto é que estamos absolutamente limpos, mas não vamos gastar triliões de dólares” a tornar o ambiente bom para outros “e não para nós”.

Ele frisou: “Eu tenho uma política muito simples, chamada América Primeiro. Ao mesmo tempo, seremos um grande vizinho do mundo. Mas temos que nos tratar de forma justa … assim que é”.

O Presidente Trump, que participou sexta-feira e sábado, em Buenos Aires, na reunião do G-20, o grupo das maiores economias do mundo, disse que vai falar sobre as mudanças climáticas com o seu homólogo chinês Xi Jinping.

“Mas o principal ponto da agenda é o comércio, que é o que as pessoas querem ouvir,” asseverou.

Ele fez referência à disputa comercial com a China e ao facto de os Estados Unidos terem sido usados por outros por muitos anos, o que, nas suas palavras, “não voltará a acontecer”.

Segurança nas fronteiras

Questionado sobre um eventual encerramento das operações do Governo americano, nos próximos dias, e suas implicações na economia global, Trump disse que não pode afirmar se isso irá acontecer.

“Ninguém sabe, mas posso dizer que teremos segurança de fronteiras. Nós vamos ter muita segurança na fronteira”, prometeu, numa referência ao recente movimento de migrantes da América Central.

“Viu o que fizemos com todas as caravanas (…) agora elas estão a começar a sair, elas começam a regressar. Não vamos deixar as pessoas entrarem no nosso país ilegalmente. Nós vamos ter pessoas entrando por mérito”, assegurou.

Menos desemprego

Na entrevista, o Presidente explicou que tendo em conta que os Estados Unidos têm a menor taxa de desemprego em 51 anos, o país precisa de pessoas.

"Temos empresas entrando, na verdade, o primeiro-ministro Abe, do Japão, acaba de me dizer que estão a mudar duas empresas de automóveis - eles vão abrir duas grandes fábricas, não ouves isto com frequência, mas há muita coisa assim a acontecer”, revelou Trump na conversa com Greta Van Susteren.

Trump afirmou desconhecer o que aconteceu com a General Motors, fabricante americana de viaturas, que vai encerrar fábricas e colocar 14 mil pessoas no desemprego.

"A tendência é exactamente o oposto a isso e a economia americana nunca esteve tão bem como agora", concluiu o Presidente.

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