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Três pessoas presas por venda ilegal de casas do Luhongo


As casas abandonadas do Luhongo

Quatro meses após a detenção de um padre suspeito de corrupção no negócio das habitações nas centralidades da província de Benguela, a Polícia prendeu, na última semana, três pessoas indiciadas por furto e venda ilegal de chaves no Luhongo, onde a maior parte das duas mil casas continua sem moradores.

As autoridades procuram saber se há relação com o caso do director do Instituto Católico Religioso de Angola, Valentim Jamba, posto em liberdade mediante pagamento de cauçãp.

Na altura da sua detenção duas fontesdisseram que o prelado católico, pertencente à Paróquia da Sé Catedral, foi detido com mais de um milhão e 200 mil Kwanzas, valores que terá recebido para favorecer cidadãos interessados nas habitações.

Segundo as fontes da VOA, o padre Joaquim Jamba, na mira do SIC há muitos meses, era suspeito de ter cobrado valores para colocar candidato às habitações em situação privilegiada, longe da previsível azáfama na altura da chamada venda livre, que deve arrancar nos próximos dias.

Posteriormente o bispo da Diocese de Benguela, Dom António Jaka, suspendeu de toda a actividade sacerdotal o diretor do Instituto Católico Religioso de Angola (ICRA), padre Valentim Joaquim Jamba.

O porta-voz do Comando Provincial da Polícia em Benguela, Ernesto Chiwale, ao confirmar as novas detenções por suspeita de furto de pastas com chaves e venda ilegal de apartamentos, disse não poder de momento dizer se há ligação entre os dois casos.

‘’Seria prematuro e imprudente dizer já que há uma certa ligação, até porque essas questões serão mesmo respondidas quando a investigação estiver concluída”, disse.

“ Há todo um trabalho deligencial em curso para saber disto e não só, por ora são apenas quesitos’’, acrescentou

O governador de Benguela, Rui Falcão, visitou a centralidade do Luhongo, município da Catumbela, na última semana, poucos dias depois de ter sido confrontado pelo Conselho Provincial da Juventude, em sede da auscultação da comunidade, com queixas relativas à lentidão na distribuição dos imóveis, sobretudo no Lobito.

Já a Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS), por intermédio do activista cívico Júlio Lofa, lembra que a conferência provincial da juventude, em 2015, alertara já para a mudança de critérios favoráveis ao que se assiste actualmente.

‘’Nós vemos pessoas já com casas mas que se mudam para essas centralidades, enquanto os que precisam de verdade … nada”, disse.

“Se não fossem essas fragilidades nos critérios, talvez não tivéssemos esta tendência de corrupção e sabemos que muitos pagam entre 400 mil a um milhão de Kwanzas para ter acesso a uma chave’’,acrescentou.

As centralidades do Lobito, Luhongo e Baía Farta proporcionaram a Benguela seis mil habitações.

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