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Surto de malária em Benguela faz 50 mortes em sete dias


Lixo contribui para a malária

Lixo continua a desafiar as autoridades

O surto de malária na província angolana de Benguela, associado ao débil saneamento básico, provocou quase 50 mortes nos últimos 10 dias, período em que os serviços de saúde registaram mais de oito mil casos.

No termo de uma visita de trabalho, o secretário de Estado para a Saúde Pública, José Cunha, deixou a província com o bloco cheio de preocupações, entre as quais a falta de medicamentos em unidades sanitárias e a possibilidade de mortes extra-hospitalares.

Lixo contribui para malária em Benguela - 1:10
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Mais águas paradas, onde faz morada o vector da doença, mais focos de lixo, o que coloca a província exposta também à cólera, mas nem sempre os hospitais estão à altura.

A olhar para a saúde preventiva, a porta-voz do Gabinete Provincial da Saúde, Rosalina Cassissa, vem alertando para alguns cuidados a ter em conta.

“A malária é uma doença prevenível, precisamos de uma conduta e promoção de um estilo de vida saudável, é importante dar destino correcto ao lixo e que se reduza significativamente o acúmulo de resíduos’’, alerta Cassissa.

O problema é que o Governo não paga a empresas de lixo há quase quatro anos, daí a dívida superior a 150 milhões de dólares norte-americanos.

Filipe Rebelo, ambientalista de uma das operadoras, lamenta que as queimadas funcionem como alternativa à crise financeira

“As queimadas são bastante prejudiciais à saúde pública, é uma situação que neste momento não é controlável. Os cidadãos querem ver-se livres do lixo mas isto origina bicharadas, por isso estou contra. A recolha normal é um outro problema, julgo que o Governo vai resolver’’, assinala Rebelo.

Com mais de dois mil casos notificados, o município da Ganda, onde morreram 20 crianças em sete dias, é aquele que mais preocupa.

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