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Igreja Católica angolana "lembra" proibição de padres exercerem cargos públicos sem autorização


Antonio Jaka, bispo de Benguela e secretário-geral da CEAST D. Antonio Jaka

Decisão surge depois de padre em Benguela ter sido acusado de corrupção

O bispo de Benguela Dom António Jaca disse não haver “nada de extraordinário” na recente decisão da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, de proibir padres de exercerem funções públicas sem autorização da igreja.

Nada de novo na proibição de padres exercerem sem autorizaçao cargos na função pública - CEAST - 2:27
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A decisão foi tomada na última reunião da CEAST e surge depois de alegações contra um padre católico que foi constituído arguido num caso envolvendo a alegada venda ilegal de casas do estado.

O decreto aponta para sinais crescentes de apetência ao exercício de ofícios seculares, algo que, segundo o evangelista João Guerra, que esteve no extinto movimento Pro Pace, deixa os clérigos expostos à corrupção.

"Aí os Bispos viram que isso não beneficiava a Igreja em nada”, comentou Guerra.

"Pior ainda porque muitos se meteram em escândalos, corrupção e negócios escuros’’, acrescentou.

Mas o secretário-geral da CEAST e bispo da diocese de Benguela Dom António Jaca, disse tratar-se de “uma norma antiga”.

"Os decretos não têm efeitos retroactivos, isto é uma norma antiga”, alguns sacerdotes “podem ter a autorização, mas eles sabem o que devem fazer, não há aqui nenhum terramoto, nada de extraordinário’’, afirmou.

O chefe de departamento na Universidade Katyavala Bwila e comissário na Comissão Provincial Eleitoral em Benguela, por isso abrangido, o padre Eduardo Alexandre disse que ele próprio “sempre fui autorizado, até pelos mesmos que agora orientam, eles não se contradizem".

"Estou na Comissão Nacional Eleitoral a pedido de Dom Óscar Braga, isto porque o Executivo pretendia equilíbrio, e eu tinha experiência por ter passado por missões sociais’’,acrescentou.

O decreto saído da segunda assembleia ordinária da CEAST refere também que os clérigos não devem ser activos em associações sindicais, a menos que para defesa da Igreja.

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