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Seca causa miséria em zonas remotas da Huíla


(foto de arquivo)

A seca continua a apertar em zonas do sul de Angola agravando a pobreza e as condições de vida das populações.

Seca afecta comunidades na Huíla – 2:52
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No município de Quipungo, na província angolana da Huíla mulheres percorrem a pé muitos quilómetros em busca de água, enquanto raparigas jovens procura desesperadamente locais onde possam ganhar algum dinheiro para ajudar as famílias.

Estas mulheres são maioritariamente de comunidades do grupo etnolinguístico Nheca-Humbi, a sul do Município de Quipungo, Província da Huíla.

As fracas chuvas que se fazem sentir naquela região além de estragar as culturas do campo, também obriga a que as mulheres tenham que percorrer de 5 a 6 quilómetros à procura de água no rio Cainda mas mesmo isso começa a ser difícil.

Mulheres em busca de água
Mulheres em busca de água

Uma mulher de nome Tembo ya Kapundo disse que depois de percorrer “5 a 6 quilómetros só trouxe barro”.

"A partir de quinta-feira todos nós católicos iremos fazer corrente de oração junto dos nossos catequistas para pedirmos a Deus que as últimas chuvas caiam sobre as nossas terras se não, morreremos à fome", disse uma delas.

A VOA encontrou o Administrador Comunal de Cainda Manuel Fernando Tchipiaca que visitou lavras para se inteirar da situação.

Tchipiaca descreveu a situação de “preocupante” e que “teremos problemas sérios”.

Administrador Comunal de Cainda Manuel Fernando Tchipiaca
Administrador Comunal de Cainda Manuel Fernando Tchipiaca

“Já não existe stock alimentar o que eles tinham semearam e infelizmente é isso que se vê", disse.

Durante a caminhada a Voz da América encontrou igualmente várias raparigas a percorrer longas distâncias das suas casas à procura de serviço de capinar para ganhar algum dinheiro ou comida para levar para os irmãos, mas com ausência de chuvas ninguém arrisca gastar o que tem para o campo sem chuvas.

A massambala, o milho e o feijão são as principais culturas lançadas ao solo pelas comunidades locais e que correm o risco de secar com a falta de chuvas.

A Voz da América soube na Comuna da Cainda que a fazenda Onongombe corre o risco de perder a produção de milho e feijão produzida em 588 hectares e a fazenda Lumbamba 300 hectares de milho, 50 hectares soja, 50 hectares de massambala 50 hectares de ginguba e 100 hectares feijão correm o risco de secar por falta de chuvas na Comuna de Cainda.

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