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Sargentos e soldados da secreta angolana revoltados após exclusão nas pensões de reforma


Veteranos à espera

Recorrem a João Lourenço na sequência de recomendação do Parlamento

A Assembleia Nacional recomenda a conclusão do processo de integração dos efectivos do ex-MINSE, antiga Segurança do Estado, na Caixa de Protecção Social do Ministério do Interior, mas o sector da Acção Social, uma das partes envolvidas, diz não ter conhecimento de uma resolução publicada em Diário da República há já quase um mês.

Veteranos do MINSE em Benguela ainda descontentes - 2:00
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A VOA apurou que soldados e sargentos, que fazem a maioria dos cerca de 20 mil homens do extinto Ministério da Segurança do Estado em Angola, vão ser excluídos da fase inicial, só para oficiais, a quem se solicita a documentação bancária.

Antes desta recomendação patente no órgão oficial da República de Angola, por via do qual o Parlamento sugere também uma revisão das verbas atribuídas às Delegações Provinciais do Interior e dos Serviços de Inteligência Externa, o ministro Ângelo Tavares garantia uma Caixa Social aberta a todos, apesar de algumas anomalias.

“Existe este espaço (na Caixa Social), o trabalho está a ser feito. Alguns que, não tendo atingido o grau de oficiais, passaram para a reserva com um subsídio único. Outros foram inseridos, mas foram surgindo algumas dificuldades ligadas ao próprio processo’’, explica o governante.

Hoje, conforme soube a VOA junto de associações que dialogam com o Governo empenhadas na recepção de documentos de oficiais, a principal dificuldade é inserir o pessoal de base.

Já a par do cenário, soldados e sargentos dizem que vão à luta em nome de um direito que foge há mais de vinte e cinco anos

“Estamos bastante descontentes com isto. Queremos saber qual é o tratamento aos soldados e sargentos, mas ninguém diz nada’’, diz um soldado, enquanto o seu companheiro considera que ‘’o Presidente da República deve ter conhecimento, acho que os nossos comandantes não têm em mente a nossa existência, estamos precários porque não termos como viver’’.

Em Benguela, no termo de uma visita de trabalho, nesta quinta-feira, 29, o general Lúcio do Amaral, secretário de Estado para a Acção Social, sector que trabalha com o Interior e as Finanças neste dossier, disse não ter conhecimento da recomendação da Assembleia Nacional.

O Diário da República a que a VOA teve acesso é de 1 de Março, justamente o dia em que o Orçamento Geral de Estado, OGE/2018, começou a ser executado, dois meses após ter sido aprovado.

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