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São Tomé e Príncipe: Dezanove candidatos à presidência da República


Palácio Presidencial

Estima-se que 120 mil pessoas irão votar

Dezanove candidatos - 16 homens e três mulheres - confirmaram a presença na corrida às presidenciais de 18 de Julho, em São Tomé e Príncipe.

O prazo para a formalização das candidaturas junto ao Tribunal Constitucional terminou esta quinta feira, 3, e daqui há trinta dias começa oficialmente a campanha eleitoral.

O analista Liberato Moniz diz que esta proliferação de candidatos à presidência da República num país de 1001 quilómetros quadrados e cerca de 200 mil habitantes só demonstra o descrédito em relação a quem ocupa os cargos.

São Tomé e Príncipe: Dezoito candidatos à presidência da República
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“O problema é que hoje, em São Tomé e Príncipe, as pessoas pensam que estar no poder não é para fazer nada. Por isso, qualquer um entende que pode ocupar qualquer função no país, até o cargo de presidente da República, porque já sabem que é para não fazer nada”, diz o analista.

Pelo número de candidatos dos principais partidos do país, Moniz acredita que essas eleições terão uma segunda volta.

“Provavelmente será entre um dos candidatos da coligação dos partidos no poder e outro proveniente do maior partido da oposição, e se assim for, será mais uma vez posta à prova a bipolarização política que já existe no país”, diz.

Por outro lado, Moniz diz que o fenómeno “banho”, ou seja, compra de consciência dos eleitores, será notório nas próximas eleições.

“A população são-tomense entende que as eleições são uma oportunidade para ela retirar dos políticos aquilo que roubaram ao país enquanto governantes. Os candidatos e os partidos não conseguem fazer campanha sem distribuir dinheiro aos eleitores e isto ainda vai continuar durante algum tempo”, afirma Liberato Moniz.

Ele lamenta a forma como alguns candidatos ao cargo de Presidente da República têm feito pré-campanha, prometendo resolver problemas como a falta de estradas, emprego, energia elétrica, água potável, entre outros que são da competência do governo.

“Isto preocupa-me, porque temos um país que vive em constante instabilidade política, entre os órgãos de soberania, devido às interferências nos poderes dos outros. O próximo Presidente da República deve mudar isto”, diz este analista.

O recenseamento eleitoral no território nacional e em 11 países onde vivem são-tomenses terminou no passado dia 25 de Maio.

A Comissão Eleitoral Nacional ainda não apresentou os resultados, mas estima-se que cerca de 120 mil eleitores estão inscritos para votar nestas eleições em que o actual Presidente da República, Evaristo Carvalho, decidiu não concorrer a um segundo mandato.

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