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Governo são-tomense criticado por depender da ajuda internacional para realizar eleições


Eleições em São Tomé e Príncipe (Foto de Arquivo)

Ministro disse a embaixadores que a não realização da eleição presidencial pode provocar “instabilidade política e convulsão social” e analistas criticam falta de programação

O Governo são-tomense apelou à ajuda internacional para organizar a eleição presidencial prevista para 18 de Julho por não ter dinheiro e advertiu que um eventual adiamento pode provocar instabilidade política e convulsão social.

O pedido e o alerta foram feitos pelo ministro da Defesa e Administração Interna, Óscar Sousa, numa reunião na sexta-feira, 21, com os embaixadores estrangeiros residentes no país.

Governo são-tomense criticado por depender da ajuda internacional para realizar eleições
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“Estamos com inúmeras dificuldades materiais e financeiras para garantir a realização deste ato eleitoral”, afirmou Óscar Sousa, quem deixou saber aos diplomatas estrangeiros que a não realização das eleições presidenciais pode provocar “instabilidade política e convulsão social”.

O Governo afirmou que já gastou cerca de um milhão de dólares com o recenseamento dos eleitores dentro e fora do país e que vai necessitar de mais dinheiro para a eleição presidencial.

Analistas ouvidos pela VOA criticam a falta de programação financeira dos actos eleitorais.

Alcídio Montóya afirma que o país está a passar por uma humilhação que poderia ter sido evitada.

“As eleições presidenciais são de cinco em cinco anos e não há necessidade para isto se as coisas forem programadas. A minha intuição, e é isto que me choca, é que esses eventos eleitorais são vistos como uma oportunidade para sacar dinheiro à comunidade internacional”, sublinha Montóya, que acrescenta: “Assim deixamos de ser relevantes para os nossos parceiros e passamos a ser vistos como chatos”.

Outro analista, Óscar Baía, lamenta a falta de dinheiro para a realização das eleições e afirma que por este andar a democracia são-tomense está em perigo e questionou “Se a comunidade internacional não nos der dinheiro, não haverá eleições?”.

Por seu lado, o também analista Celso Junqueira apela o Governo a programarem nos seus orçamentos verbas para o financiamento dos atos eleitorais.

“As coisas não podem ser feitas sobre o joelho. Esta falta de programação não cabe na cabeça de ninguém”, conclui Junqueira.

A eleição presidencial está marcada para 18 de Julho e há vários candidatos que já anunciaram a sua intenção de candidatar.

As legislativas acontecem em 2022.

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