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"Rainha da droga", detida em Luanda


Vista aérea do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, Luanda, Angola

Ela e esposo coordenavam uma rede que traficava cocaína entre Brasil, Angola e Namíbia

As autoridades angolanas anunciaram nesta quarta-feira, 10, a detenção da "rainha da droga", por suspeita de dirigir uma rede de tráfico de cocaína entre Brasil, Angola e Namíbia.

De 40 anos de idade, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) acredita que ela é a pessoa que "presumivelmente mais droga introduziu no território angolano e namibiano".

Junto com a “rainha da droga”, foi detido o esposo, natural da Nigéria e apontado como cúmplice dela.

"A detenção do casal ocorre na sequência das investigações em curso, que culminaram com a detenção de oito funcionários da Ghassist e mais um indivíduo, que por meio de um esquema devidamente delineado, facilitava a introdução das drogas no interior das aeronaves provenientes do Brasil", confirmou o porta-voz do SIC.

Manuel Halaiwa explicou que, com o apoio dos trabalhadores daquela empresa de serviço em terra a aviões, a droga era introduzida nos aparelhos da TAAG, no Brasil, particularmente em São Paulo, e retirada no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda.

Com fortes ligações a diferentes fontes, a partir da casa no Cazenga, em Luanda, “o casal tem sido citado de forma recorrente como aliciadores e recetores da droga retiradas do interior das aeronaves", de acordo com Halaiwa.

A “rainha da droga”, cujo nome não foi revelado, nem do esposo, tem "dois processos-crime registados em 2014 e 2015".

Recorde-se que 11 pessoas já foram detidas em relação à actuação dessa rede.

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