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Professores presos por tentativa de assédio sexual a alunas em Moçambique

  • André Baptista

Polícia confirma prisão

Seis docentes e treinadores foram encontrados no quarto de alunos que participam nos Jogos Desportivos Escolares

Seis professores/treinadores foram detidos pela polícia moçambicana em Gaza por tentativa de crime de violação de alunas/atletas durante os Jogos Desportivos Escolares, que decorrem naquela província, ao invadirem o lar onde as meninas se encontravam.

A informação foi confirmada à VOA nesta sexta-feira, 21, pela corporação.

A atitude dos docentes, já condenada pela comissão dos Jogos Desportivos Escolares, está a provocar um onda de indignação por parte dos encarregados de educação, sobretudo os que têm filhas a participar na prova, classificando de “medíocre” o comportamento dos professores.

Os seis professores, dois da província de Niassa, e um de Cabo Delgado, Tete, Zambézia e Maputo-cidade foram presos embriagados, quando invadiam um dos quartos do bloco femenino, para supostamente violar as alunas.

“Esta atitude dos professores é condenável. Eles mostraram falta da ética e escrúpulo ao tomar iniciativa de pretender violar as suas próprias alunas”, denuncia Ana Rebeca, encarregada de educação que apelou a uma purificação nos docentes.

Nanda Brígido, que tem uma sobrinha nos Jogos Desportivos Escolares, classifica de “deplorável a atitude dos professores”, adiantando que no lugar de dar exemplo os “professores mostraram que seguem uma carreira com intenções alheias à educação”.

“Os professores precisam ter uma punição exemplar e as autoridades de justiça devem condená-los para evitar casos futuros”, pede Felisberto João, encarregado de educaçãopara quem a intenção dos professores não abona o que se espera deles.

Contudo, Estevão Chimere, outro encarregado de educação, defende um trabalho de investigação por parte da polícia para esclarecer o incidente, “porque no quarto arrombado havia seis professores e muitas raparigas”, o que o deixa “indeciso sobre a condenação destes”.

Os professores foram enviados às províncias de origem após a instrução de processos-crimes para o encaminhamento a justiça.

Os docentes poderão ser acusados de crime de violação, previsto no código penal moçambicano.

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