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Prisão de Zecamutchima é ilegal, diz jurista e activista denuncia sevícias contra população de Cafunfo


Zola Ferreira Bambi, advogado e presidente do Observatório de Coesão Social e Justiça de Angola

Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe pede demissão do comandante da Polícia Nacional e do ministro do Interior

A detenção do líder do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, José Mateus Zecamutchima, é ilegal, disse o conhecido advogado angolano Nzola Bambi.

O advogado falava à margem de uma reunião promovida pela organização não governamental “Friends of Angola” para discutir a situação na vila de Cafunfo e na qual a activista Laura Macedo disse que a população local continua a ser vítima de sevícias e arbitrariedades da polícia.

Para Nzola Bambi, Zecamutchima já devia ter sido libertado “porque a prisão é irregular”.

“Ele praticamente está em cárcere privado por interesse de um grupo ao invés de ser do interesse dos tribunais", acrescentou o jurista e presidente do Observatório de Coesão Social e Justiça de Angola

Zecamutchima foi preso a 9 de Fevereiro depois dos confrontos no Cafunfo entre manifestantes e polícia que resultaram em vários mortos.

As autoriades judiciais ignoraram um pedido de habeas corpus apresentado pelo seu advogado Salvador Freire, quem disse pretender levar o caso ao Tribunal Supremo.

População de Cafunfo continua a ser alvo de sevícias, diz activista – 1:47
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Por seu turno, a activista Laura Macedo, que vistuou recentemente o Cafunfo disse que continuam as perseguiçoes e sevícias por parte da polícia.

Laura Macedo
Laura Macedo

"Eles estão proibidos de viver e ainda são maltratados”, afirmou e acrescentou que “a agricultura lá está proibida, o Governo ou
as companhias mineiras dos governantes não permitem a existência das lavras dos nativos".

Movimento das Lundas diz que comandante da polícia e ministro do interior devem ser demitidos

Entretanto, Fie Mwaco, secretário geral do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, referiu-se aos polícias demitidos recentemente pelo comandante geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida, na sequência dos confrontos de 30 de Janeiro.

Programada vigília em memória dos mortos do Cafunfo- 1:47
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"Para nós estes agentes da polícia têm um mando, são estes chefes, Paulo de Almeida, comandante Ggeral e Laborinho, ministro do Interior que devem ser punidos pela gravidade dos crimes cometidos contra os filhos das Lundas", defendeu.

O Movimento, por outro lado, convidou a população do Cafunfo e das Lundas a acender uma vela na sua própria casa, em vígilia pelas vítimas.

O comunicado pede também a libertação imediata de José Mateus Zecamutchima

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