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Posição de Lourenço sobre concursos nas empresas públicas gera controvérsia

  • Coque Mukuta

João Lourenço

Ausência de concursos públicos interpretada como caminho aberto ao nepotismo e corrupção

O Presidente angolano João Lourenço disse na conferência de imprensa de segunda-feira, 8, que as empresas públicas como Endiama, Sonangol, RNA, TPA, BNA e BPC, entre outras, não devem realizar concursos públicos.

Analistas criticam este posicionamento e chegam a acusar Lourenço de defender uma prática muito criticada durante o mandato de José Eduardo dos Santos.

A VOA questionou o Presidente angolano sobre o por quê de não haver concursos para admissão de novos funcionários nas empresas públicas, tendo Lourenço dito "não haver possibilidades de realizar tais concursos".

Em reacção, o analista Agostinho Sicato criticou a posição de João Lourenço e disse que terá sido mal aconselhado.

“As empresas públicas regem-se também pela lei de contratação pública, as empresas públicas para contratarem funcionários precisam de concursos públicos e isso é de lei”, alertou Sicato que, no então questiona se vai-se “anular a lei e ficar com a palavra do Presidente”, que, no entanto, ele considera ter sido “mal assessorado".

Já o deputado pela CASA-CE Makuta Nkondo entende que se as empresas públicas não podem realizar concursos públicos, João Lourenço não pode criticar o seu antecessor José Eduardo dos Santos.

“Ele não pode condenar José Eduardo dos Santos por ter colocado os filhos nas empresas, onde, como não existe concurso público, a entrada é por amiguismo, nepotismo ou corrupção”, sublinhou Nkondo, para quem Lourenço “quer legitimar o nepotismo”.

Recorde-se que muitas empresas públicas são criticadas por admitirem pessoal devido ao tráfico de influência, corrupção e nepotismo.

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