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Polícia acusada de prender 13 camponeses nos arredores de Luanda por interesse do administrador local


Zola Ferreira Bambi, advogado dos camponeses

Corporação acusa os moradores de apropriação ilegal de terras

O comandante da polícia de Belas, Alberto Paulo "Bala, e o administrador do Distrito dos Ramiros, Miguel de Almeida, nos arredores de Luanda, são acusados pelos advogados do Observatório para Coesão Social e Justiça em Angola de terem ordenado a detenção de 13 camponeses a quem eles acusam de usurpar terras da cooperativa Verda Kwanza.

Camponeses presos em disputa de terras -2:46
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Comando Provincial de Luanda garante que os camponeses vão ser levados amanhã a um julgamento sumário por ocupação de terras.

Alberto Paulo "Bala" e Miguel de Almeida são acusados de terem orientado pessoalmente a detenção dos camponeses por, alegadamente, terem apropriado de 525 hectares de terreno, no qual está implantada a cooperativa.

A acusação é de Zola Ferreira Bambi, advogado e coordenador do Observatório para Coesão Social e Justiça em Angola, que defende os camponeses.

Bambi diz que a detenção já "é ilegal por estarem há mais de 48 horas sem ser apresentados ao tribunal".

“Há interesses do comandante da polícia de Belas, Alberto Paulo "Bala", e do administrador do Distrito dos Ramiros, Miguel de Almeida, e por isso foram pessoalmente deter os camponeses”, acusa Bambi.

Entretanto, o porta-voz da Polícia Nacional em Luanda, Mateus Rodrigues, esclarece que os 13 detidos “foram apanhados em flagrante delito e vão ser julgados sumariamente na sexta-feira sob a acusação de usurpação de terreno”.

A VOA tentou contactar Alberto Paulo "Bala" e Miguel de Almeida, mas não foi possível.

Uma fonte do comando provincial da Polícia Nacional disse à VOA que a propriedade é reclamada por Desidério da Graça Veríssimo e Costa, ministro dos Petróleos de 2002 a 2008.

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