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PM de Cabo Verde diz não comentar caso "Álex Saab" porque está na justiça


Ulisses Correia e Silva, primeiro-ministro de Cabo Verde

O primeiro-ministro cabo-verdiano Ulisses Correia e Silva recusou fazer comentários ao caso “Álex Saab”, o empresário colombiano a serviço da Venezuela detido a 12 de junho e cuja extradição é solicitada pelos Estados Unidos, porque, segundo disse, estar em sede de decisão judicial.

“Não faço comentário a esse processo. É um processo que está em sede de decisão judicial, portanto, vamos aguardar, e, no momento próprio, Cabo Verde pronunciar-se-á se isso acontecer”, disse Correia e Silva, questionado sobre a eventualidade da defesa do empresário levar o Estado cabo-verdiano ao Tribunal Penal Internacional de Haia.

Esta possibilidade foi revelada pelo advogado de defesa de Saab em Cabo Verde, Pinto Monteiro, em declarações à agência espanhola Efe, na segunda-feira, 13, quando informou que o antigo juiz espanhol Baltasar Garzón passou a integrar a equipa de defesa do empresário.

A mesma fonte acrescentou, na altura, que Garzón vai "liderar un processo contra os Estados Unidos e Cabo Verde ante o Tribunal Internacional (de Justiça) de Haia por violação da imunidade jurisdicional de Álex Saab enquanto enviado especial de Venezuela".

O antigo juiz espanhol, que dirige o escritório de advogados Ilocad, com sede em Madrid, tentará introduzir, junto dos tribunais cabo-verdianos, “um processo de indemnização contra o Estado de Cabo Verde por danos patrimoniais e de imagem”, cujo valor poderá situar-se entre os 5 e os 12 milhões de dólares.

Detido quando seguia para o Irão na ilha do Sal, Álex Saab viu dois tribunais legalizaram a prisão preventiva e o Supremo Tribunal de Justiça indeferir dois pedidos de habeas corpus para a sua libertação.

Agora, o Tribunal de Relação de Barlavento, em São Vicente, analisa o pedido de extradição do empresário pelos Estados Unidos, enquanto a Venezuela exige a sua libertação.

Saab, considerado enviado especial do Governo de Venezuela, é acusado pelos Estados Unidos de lavagem de dinheiro no montante de 300 milhões de dólares.

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