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Ariel Sharon um soldado que se tornou em homem de Estado e com um legado confuso

Sharon
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Sharon encontrava-se em coma vegetativo desde 2006 a seguir a uma série de ataques cardíacos.

Ariel Sharon fez parte de uma longa lista de combatentes israelitas que se tornaram em homens de Estado.

Durante o seu tempo de militar, ficou conhecido pelas suas ousadias heróicas nos campos de combate de décadas que seguiram a criação do Estado de Israel, principalmente durante a guerra de Yom Kippur de 1973.

Numa brilhante demonstração táctica, ele conduziu as tropas através do Canal do Suez, bloqueando o avanço da terceira guarnição armada do Egipto.

Sharon ficou também conhecido como demolidor e brutal. Em 1982 ele liderou a invasão do Líbano que resultou num massacre de milícias libanesas de centenas de palestinianos nos campos de refugiados palestinianos de Sabra e Shatila em Beirute.

Dennis Ross, um antigo negociador americano do Médio-Oriente, diz que Sharon foi moldado pelo exército.

“Ele certamente chegou a acreditar que a única via para a paz devia ser por via da força através da qual Israel será respeitado.”

Enquanto político, Ariel Sharon foi também controverso. Durante anos de funções nos gabinetes de vários primeiros-ministros, ele promoveu a criação de colonatos judeus por todo o território palestiniano.

Shukri Abed um académico palestiniano diz que isso fez de Sharon o mais odiado pelos árabes.

“Para dizer, naquele em que se tinha menos confiança e provavelmente odiado por muitos, por causa de suas posições extremas, por causa de suas construções de colonatos. Ele foi o pai de construção de colonatos.”

No ano de 2000 na sua qualidade de líder da oposição, a visita de Sharon ao Monte do Templo ou Haram al-Sharif em Jerusalém despoletou a raiva entre os palestinianos e reacendeu as revoltas que ficaram conhecidas como a Segunda Intifada.

Ariel Sharon viria a ser eleito primeiro-ministro em 2001. O seu governo suprimiu as revoltas em poucos anos, e deu início a construção das barreiras de segurança que agora separam os israelitas dos palestinianos.

No momento que Sharon é lembrado como um líder duro que não poupou acções para defender o seu povo, ele é igualmente visto como um daqueles que poderia ter tomada medidas difíceis pela causa da paz.

Em 2005, ele supervisionou a retirada israelita da Faixa de Gaza, deitando abaixo os colonatos e retirando as tropas fora do enclave na esperança de obter a paz com os palestinianos.

Numa alocução feita em Agosto de 2005, Sharon disse que o realojamento dos colonos que tinham sido retirados para garantir a linha de segurança poderia suscitar um desencorajamento entre Israel e os palestinianos.

O antigo primeiro-ministro israelita abandonou o partido radical Likud para criar o partido centrista – Kadima – que viria a engajar-se em subsequentes, intensas e infrutíferas conversações de paz com os palestinianos, destinadas a criar um Estado separado palestiniano.

Em 2006, Sharon sofreu uma série de ataques de trombose e entrou em coma. Ele foi substituído no cargo por Ehud Olmert.O antigo primeiro-ministro viria a passar os próximos anos em coma vegetativo num hospital próximo de Telavive antes de ser transferido para a casa na sua quinta no sul de Israel.

Ariel Sharon dedicou a sua vida a construir um Israel forte, e os seus esforços para a paz continuam a ser um trabalho em progresso.

Ariel Sharon, um legado confuso

Já como primeiro-ministro, Ariel Sharon envia uma mensagem pela televisão para a nação de Jerusalém Agosto 15, 2005.
1/10 Já como primeiro-ministro, Ariel Sharon envia uma mensagem pela televisão para a nação de Jerusalém Agosto 15, 2005.
Major General israelita, Ariel Sharon observa um bombardeamento aéreo na Península do Sinai, ocupada na altura por Israel, durante a guerra do Médio Oriente. Junho, 8, 1967.
2/10 Major General israelita, Ariel Sharon observa um bombardeamento aéreo na Península do Sinai, ocupada na altura por Israel, durante a guerra do Médio Oriente. Junho, 8, 1967.
O Major General  israelita na Reserva, Ariel Sharon, sorri junto ao Canal do Suez, ocupado na altura por Israel, Out. 31, 1973.
3/10 O Major General  israelita na Reserva, Ariel Sharon, sorri junto ao Canal do Suez, ocupado na altura por Israel, Out. 31, 1973.
O ministro da Defesa israelita Ariel Sharon com a sua mulher Lily e o seu filho numa visita ao Canal do Suez, Jan. 19, 1982.
4/10 O ministro da Defesa israelita Ariel Sharon com a sua mulher Lily e o seu filho numa visita ao Canal do Suez, Jan. 19, 1982.
A primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher cumprimenta o ministro da Indústria e do Comércio Ariel Sharon durante um encontro em Jerusalém, Maio 26, 1986.
5/10 A primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher cumprimenta o ministro da Indústria e do Comércio Ariel Sharon durante um encontro em Jerusalém, Maio 26, 1986.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Ariel Sharon, sentado num banco de jardim com a Secretária de Estado dos Estados Unidos da América Madeleine Albright durante a cimeira de paz do Médio Oriente no Centro de Conferências Wye River, Out. 18, 1998.
6/10 O ministro dos Negócios Estrangeiros, Ariel Sharon, sentado num banco de jardim com a Secretária de Estado dos Estados Unidos da América Madeleine Albright durante a cimeira de paz do Médio Oriente no Centro de Conferências Wye River, Out. 18, 1998.
O ministro da Defesa israelita, Ariel Sharon, viaja um helicóptero com o governador George Bush d o governador Mike Leavitt de Utah numa viagem sobre os territórios de Israel e West Bank territories, Dez. 1, 1998.
7/10 O ministro da Defesa israelita, Ariel Sharon, viaja um helicóptero com o governador George Bush d o governador Mike Leavitt de Utah numa viagem sobre os territórios de Israel e West Bank territories, Dez. 1, 1998.
O primeiro-ministro palestiniano Mahmoud Abbas, O Presidente americano George W. Bush, o primeiro-ministro de Israel Ariel Sharon e o Rei Abdullah da Jordânia caminham para o pódio para o seu discurso final no encerramento da cimeira em Aqaba, Junho 4, 2003.
8/10 O primeiro-ministro palestiniano Mahmoud Abbas, O Presidente americano George W. Bush, o primeiro-ministro de Israel Ariel Sharon e o Rei Abdullah da Jordânia caminham para o pódio para o seu discurso final no encerramento da cimeira em Aqaba, Junho 4, 2003.
O primeiro-ministro isarealita, Ariel Sharon e o ministro das Finanças Minister Benjamin Netanyahu numa reunião em Jerusalém, Jan. 16, 2005.
9/10 O primeiro-ministro isarealita, Ariel Sharon e o ministro das Finanças Minister Benjamin Netanyahu numa reunião em Jerusalém, Jan. 16, 2005.
محمد داوود خان صدر اعظم افغانستان سرگرم صحبت با ریچارد نیکسن معاون رئیس جمهور ایالات متحده، سال ۱۹۵۸ میلادی
10/10 محمد داوود خان صدر اعظم افغانستان سرگرم صحبت با ریچارد نیکسن معاون رئیس جمهور ایالات متحده، سال ۱۹۵۸ میلادی
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