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Partidos da CASA opuseram-se à sua dissolução

  • Arão Ndipa

Tribunal Constitucional revela cartas de três partidos e diz que não houve motivações políticas em negar transformação da CASA em partido político

A decisão de não permitir a transformação da CASA CE em partido político “não tem nada de político”, garantiu Marcy Lopes do gabinete de partidos políticos do Tribunal Constitucional de Angola.

Lopes revelou por outro lado que já após o pedido de transformação ter sido recebido pelo tribunal, três dos partidos da coligação escreveram cartas solicitando ao tribunal para não os extinguir como partidos políticos.

“O resultado que se pretende não pode ser feito sem que se extingam os partidos que se fundem”, disse aquele funcionário do Tribunal que confirmou por outro lado que não tinham sido cumpridos os “procedimentos estatutários” para a extinção dos partidos.

Os partidos que escreveram foram PADA/Aliança Patriótica, o PNSA e o PPA.

Marcy Lopes garantiu por outro lado que nada impede a CASA CE de concorrer às próximas eleições.

“Não há qualquer impedimento a que a CASA concorra como coligação”, disse.

O analista Alberto Cafussa disse ser surpreendente o facto de a CASA ter ignorado a oposição - que existia dentro da coligação - à extinção de alguns dos partidos, pois esse aviso tinha sido feito no congresso da coligação.

“Isso exigia liderança, mais negociações antes de partirem para o Tribunal Constitucional”, afirmou.

“Parece que há divergências de interesses”, acrescentou.

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