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Oposição angolana rejeita em conjunto contagem provincial dos votos

  • Redacção VOA

Bandeira partidárias em Malanje

Declaração detalha irregularidades em quase todas as provincias que apontam à fraude e propõe comissão da sociedade civil e igrejas para apurar a verdade

Os líderes dos quatro maiores partidos da oposição angolana querem a realização de uma nova contagem dos votos das eleições a nível provincial rejeitando os resultados anunciados como definitivos.

Numa declaração a UNITA, CASA CE, PRS e FNLA consideram esses resultados de ilegais e propõem a formação de uma Comissão de Bons Ofícios da Sociedade Civil e das Igrejas para apurar o que se passou na contagem dos votos.

Anteriormente os bispos católicos tinham já afirmando estar dispostos a participar como medianeiros em qualquer processo de diálogo para se tentar resolver o impasse.

A declaração da oposição foi assinada pelos dirigentes daqueles partidos que dizem que o apuramento dos resultados ao nível das Comissões Provinciais Eleitorais não foi feito de acordo com a lei na esmagadora maioria das províncias.

As únicas excepções, dizem, deram-se nas províncias de Cabinda, Zaire e Uíge.

Nas outras províncias as comissões limitaram-se a verificar os votos nulos, brancos e reclamados e para além disso desapareceram urnas, surgiram novas urnas e votos desapareceram, alegam aqueles dirigentes partidários.

Por outro lado estiveram presentes “indivíduos estranhos” cujo papel seria “forçar a coincidência entre os resultados provisórios ilegalmente proclamados em Luanda e os definitivos nas províncias”.

A declaração acusa as comissões provinciais de ignorarem as queixas dos delegados partidários e usarem " todos os subterfúgios para adoptarem os resultados que lhes foram enviados pela CNE [Comissão Nacional Eleitoral], em Luanda, baseadas em atas sínteses, não assinadas pelos delegados de lista das forças políticas concorrentes".

No Sábado a CNE rejeitou os protestos da oposição apresentados pela UNITA e CASA CE.

A oposição no seu conjunto diz agora estar pronta a fazer uso de formas de luta previstas na Constituição e na lei".

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