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Nyusi reitera convite para Nhongo aderir ao processo de desmobilização


Mariano Nhongo, líder dos guerrilheiros da Renamo contra Ossufo Momade

Desmobilização será reiniciada este mês

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, voltou, nesta sexta-feira, 4, a apelar ao líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, a participar na terceira fase do processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração (DDR) social, que arranca este mês.

Falando em Chimoio, Manica, Nyusi disse que exorta “o cidadão Mariano Nhongo, com os poucos compatriotas com quem ficou, que dão essa volta em Sussundenga e Gorongosa, para voltar ao convívio (sic)".

Mariano Nhongo, líder rebelde de um grupo dissidente da Renamo, tem recusado aderir ao processo do DDR e insiste em renegociar os acordos de paz com Maputo.

O DDR resulta do acordo de paz assinado em Agosto de 2019 entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o presidente da Renamo, Ossufo Momade, a quem Mariano Nhongo não reconhece e discorda com a sua gestão.

Nyusi anunciou a retoma, este mês do DDR, a partir das bases da Renamo em Tete, província que registou, em Maio, dois ataques atribuídos ao grupo de Nhongo.

O DDR “está ligeiramente paralisado por razões que explicamos noutras ocasiões, Covid e a mobilização de recursos, mas esperamos ainda dentro deste mês retomar”, disse Filipe Nyusi.

O chefe de Estado moçambicano, que tem feito um balanço positivo do processo de DDR, disse que 2020 foi caracterizado "por importantes avanços na implementação do processo, com 10 bases desativadas e 2.307 combatentes a entregar as armas, o equivalente a 44% do número total de guerrilheiros por desarmar.

O presidente moçambicano destacou ainda que 60 membros da Junta Militar da Renamo "desertaram" do grupo, alimentando as expectativas do fim das acções armadas lideradas por Nhongo.

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