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Nyusi quer corrupção banida a começar nas hostes da Frelimo

  • William Mapote

Filipe Nyusi

Congresso do partido no poder em Moçambique prepara plataforma para 2019

O Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, desafiou os seus camaradas a adoptarem medidas sérias para combater a corrupção, que considera o principal desafio do partido e do país.

Esta foi uma das notas de fundo do discurso de abertura do 11 Congresso do partido no poder, que arrancou na cidade da Matola, nesta terça-feira, 26.

"Temos de reforçar o combate sem tréguas contra a corrupção que corrói as instituições”, reiterou Nyusi, perante mais de três mil membros do seu partido.

Nyusi, que deverá ser reconduzido pelo congresso para mais um ciclo na liderança da Frelimo e, por isso, candidato presidencial às eleições gerais de 2019, afirmou que o partido deve sair da magna reunião, unido e firme na necessidade de declare tolerância zero a corrupção.

“Não pode existir qualquer dúvida: o combate à corrupção é o mais urgente e vital de todos os desafios", sublinhou Nyusi que defendeu punição a todos que prevaricarem.

O discurso de Filipe Nyusi foi bem acolhido por todos os membros, com destaque para a chamada “velha guarda”, que encontra nas palavras de ordem do congresso um reencontro do partido, com aquilo que são as origens e a raiz do partido.

A descentralização, um assunto reivindicado pela Renamo, também está na agenda do Congresso.

António Hama Thai, um dos veteranos da Frelimo, diz que na verdade o processo está em curso "mas o que pode estar a faltar é adequarnaquilo que a Renamo pretende".

Já Manuel Tomé, antigo secretário geral na última fase da liderança de Joaquim Chissano, mostra abertura para que o seu partido aceite as reivindicações do maior partido da oposição.

"Se os pontos da Renamo são aceitáveis, porque não?" questionou.

O congresso da Frelimo termina no próximo domingo.

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