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Nomeação de Cristina Dias Lourenço para a Bodiva considerada "incómodo político"


Rua do Ministério do Interior em Luanda, Angola

O processo que conduziu à nomeação da filha do Presidente João Lourenço para o cargo de administradora da BODIVA é considerado um incómodo político e apela-se à sua demissão.

A nomeação da filha do Presidente João Lourenço ao cargo de administradora executiva da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) está dividir as opiniões da sociedade angolana.

Para falar sobre o assunto, ouvimos o analista político Venâncio Cristóvão, o economista Mateus Bernardo, o jurista Lindo Bernardo Tito e o deputado Raúl Danda.

Nomeação de filha de João Lourenço para BODIVA divide opiniões
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A direção da BODIVA já veio a público esclarecer, através de uma nota, que a nomeação de Cristina Lourenço, se trata de um regresso a casa e surgiu da necessidade de completar a composição do conselho de administração, na sequência da resignação de um dos seus administradores.

A BODIVA sublinha que o percurso e empenho enquanto colaboradora da instituição e a capacidade de gestão demonstrada no processo de criação e implementação de uma unidade e estrutura do Ministério das Finanças, estiveram na base da decisão desta comissão de convidar um antigo quadro para assumir esta função.

Esta nota surgiu na sequência de recentes noticias sobre o poder político em Angola, publicadas pelo jornal português de negócios, que tem merecido criticas em vários círculos sociais do pais por aquilo que é classificado como um alegado acto de nepotismo.

Muitos associam este assunto aos actos praticados anteriormente pelo antigo Presidente José Eduardo dos Santos, que nomeou os seus filhos para cargos públicos, no caso Isabel dos Santos e José Filomeno dos Santos.

Esta polémica acontece numa altura em que João Lourenço assinala o terceiro ano do seu primeiro mandato, cuja bandeira da sua gestão tem sido o combate contra a corrupção, o nepotismo, a bajulação e o amiguismo.

Entretanto, à semelhança do regime de José Eduardo dos Santos, o actual Presidente começa a dar sinais de estar a perder a sensibilidade dos factos e a conduzir o país sem um rumo desejado pelos angolanos.

Em três anos a gestão de João Lourenço tem sido marcada por vários escândalos e polémicas que envolvem os seus principais auxiliares. O país continua mergulhado numa profunda crise e as soluções apresentadas até agora nunca tiveram êxito, deixando os angolanos numa situação de absoluto desespero.

O jurista Lindo Bernardo Tito não considera tratar-se de nepotismo a nomeação da filha de João Lourenço mas, considera que esta-se diante de um incómodo político que deve obrigar a Cristina Lourenço a demitir-se.

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