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Moçambique: Desmilitarização da Renamo arranca sábado, diz Nyusi


Militares da Renamo, em Novembro de 2012.

Filipe Nyusi: “Até sábado já se encontrarão no território nacional todos os peritos solicitados para testemunhar o processo, provenientes da Tanzânia, Zimbabwe, Estados Unidos, Suíça, Alemanha, Noruega, Irlanda e Índia.”

O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou hoje, que o processo de desmilitarização, desmobilização e reintegração do braço armado da Renamo, principal partido da oposição, inicia próximo sábado.

Neste processo, a Renamo deverá entregar as armas e ver os seus homens reintegrados na sociedade e nas forças de defesa e segurança nacionais.

Nyusi fez o anúncio, na Praça dos Heróis, em Maputo, num discurso para marcar o Dia da Paz, no qual confirmou que o general argentino Javier Perez Aquino vai coordenar o grupo internacional que fará o acompanhamento do processo.

Segundo ele, “até sábado já se encontrarão no território nacional todos os peritos solicitados para testemunhar o processo, provenientes da Tanzânia, Zimbabwe, Estados Unidos, Suíça, Alemanha, Noruega, Irlanda e Índia”.

Do currículo de Aquino, coordenador do grupo internacional, consta que fez a supervisão do desarmamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, a mais velha guerrilha da América Latina, que foi transformada em partido politico.

Foi igualmente observador militar na Missão das Nações Unidas para o Iraque e Kuwait.

Fontes diplomáticas citadas pela imprensa disseram que ele foi escolhido por Nyusi e Ossufo Momade, líder interino da Renamo.

Recorde-se que a desmilitarização resulta das negociações entre Nyusi e o falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

Líder da Renamo promete usar a força para impedir fraude nas eleições​

Filipe Nyusi e Ossufo Momade
Filipe Nyusi e Ossufo Momade

Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, ameaça usar a sua força para impedir fraude nas eleições autárquicas de 10 de Outubro, afirmou nesta quinta-feira, 4, o líder interino da organização, Ossufo Momade.

O plano, segundo a Renamo, consistirá no uso das Forças de Defesa e Segurança para o enchimento de urnas nas eleições municipais de 10 de Outubro.

Ossufo Momade disse que a contrainteligência da Renamo está na posse de informações de que as Forças de Defesa e Segurança estão a ser preparadas para criar distúrbios nos postos de votação visando encher as urnas com votos a favor dos candidatos da Frelimo.

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