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Observadores alertam para incidentes na campanha eleitoral em Moçambique


Eleições autárquicas realizam-se a 10 de Outubro

Civismo marca o processo, mas taxa de abstenção pode ser elevada

Ilícitos eleitorais e quatro mortes marcaram os primeiros sete dias da campanha eleitoral com vista às eleições autárquicas de 10 de Outubro, revelam organizações da sociedade civil que observam o processo.

Observadores alertam para incidentes na campanha eleitoral em Moçambique
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O baleamento de um membro da Renamo, na oposição, por um agente policial em Tete, é um dos casos que está a ser acompanhado pelos observadores da Sala da Paz que dão conta do desaparecimento do autor deste crime.

Composta por 20 organizações da sociedade civil, e com equipas de monitoria nas 53 autarquias do país, a Sala da Pas faz uma análise positiva dos primeiros sete dias de campanha eleitoral, pese embora os casos de ilícitos eleitorais e morte de quatro pessoas (três da Frelimo num acidente e um da Renamo electrocutado), e alguns casos de violência.

Dércio Alfazema, do Instituto Moçambicano para a Democracia, considera ser necessário “tomar medidas para o período que ainda resta para que estas situações de violência não se repitam".

Alguns partidos reclamam da actuação da Polícia da República de Moçambique sobretudo em Gaza.

"Ao nível das autarquias de Gaza os partidos Renamo e MDM que estão lá a concorrer reclama PM e queixam-se da falta da cobertura policial das suas campanhas e nós achamos que é importante que a polícia acompanhe de modo a que havendo casos de obstrução, alguma situação possam intervir a tempo e não deixem que estas situações possam resvalar em violência", alertou Alfazema.

Abstenção alta

Apesar de a campanha estar a ser ordeira, os observadores da Sala da Paz temem que estas eleições sejam marcadas por uma fraca afluência às urnas, devido aos antecedentes que marcaram a campanha eleitoral, analisa Artimisa Franco, da Associação Direitos Humanos e Desenvolvimento.

"Por exemplo, aqui em Maputo a situação dos candidatos também vai criar outro set-back (recuo), porque não verdade só temos um grande candidato, os outros caíram, pelo menos os cabeças-de-lista, a Renamo tem um segundo mas não é mesma coisa, então as pessoas podem não estar confortáveis para irem votar", sustentaAttmisa Franco.

A campanha eleitoral termina a 7 de Outubro.

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